Marcha da… Maconha?

É impressionante como tem gente que se aproveita da visibilidade da Marcha da Maconha. É em todo lugar, uma safadeza sem tamanho. Adoram a repercussão que a Marcha tem e aproveitam para se auto promover. É porque a palavra Maconha é muito mais popular que a palavra “Crack” ou “Política”.

Em SP por exemplo vejam só, a organização é dominada por um coletivo que não representa os interesses da Ganja, um coletivo que tem aspirações políticas e se preocupa mais com crack do que com Maconha (na verdade entendem mais de crack, internação compulsória e política de drogas do que sobre maconha). Esse coletivo não só domina todos os canais de comunicação da Marcha SP (e-mail, FB, Twitter, etc..) como dominam também as diretrizes da organização e a comunicação com a imprensa. Essas coisas podem parecer meros detalhes, mas no final, fazem muita diferença. O controle é tudo e esses são piores do que cachorro com o seu osso. Ludibriam os novatos que chegam com boa vontade para organizar a festa com o papinho da democracia, da construção política e do voto. Mas a democracia parece ser muito conveniente quando se é maioria num grupo, além de ter poder persuasivo para dominar o debate. Este ano (e nos outros também) a Marcha da Maconha SP está sendo construída com base na mentira. Houve um julgamento e condenaram o único que se atreveu se opor à esse grupo específico. Um grupo dentro de um grupo. É assim que funciona em SP, e fica nosso aviso para os novatos: se quiserem falar de Maconha, a Marcha SP não é o melhor lugar. E se baterem de frente, vão ser expulsos.

Enquanto a Marcha for dominada por sanguessugas politiqueiros ela nunca vai ter uma abordagem digna da Ganja. Somos a Revolução Verde, e procuramos fazer jus ao nome que carregamos. A Marcha da Maconha, pelo menos em SP, parece se esquecer do nome que carrega. Tanto se esquece, que o único cartaz na manifestação desta terça-feira (02) não era da Marcha. Era um cartaz feito em gráfica, com logotipo e site, bem feito e vistoso, para que saísse bonito em todas as fotos que pudessem ser tiradas da manifestação. Mas não era da Marcha da Maconha. Os cartazes da Marcha foram reduzidos à papel kraft e tinta guache. Isso no mínimo é muita safadeza por parte dos politiqueiros. Tanto que o cartaz deles tem muito destaque nas fotos das matérias geradas e é o único diferente de todos os utilizados na manifestação. Parece besteira? Parece um mero detalhe? Mas se você pesquisar em notícias anteriores, encontrara um grande volume de publicações onde se afirma que a Marcha da Maconha é organizada por um tal coletivo. “Ahhh, mas isso é culpa da imprensa que divulga tortamente”. Mas quem é que tem o domínio do contato com a imprensa? Hum, entendi.

É triste ver o rumo que a Marcha SP toma. Mas por outro lado, a Marcha da Maconha não passa de uma data, uma grande festa. E esse domínio não passará do domínio da festa, e por quanto tempo conseguirem dominar. O movimento da legalização é diário e contínuo. Não acaba com a Marcha, apenas festeja nesse dia. A legalização é dentro do ônibus, no hospital, na fila do banco, na sua faculdade, no seu trabalho, com a sua família. A Marcha não passa de uma data, uma festa. O movimento tende a crescer cada vez mais, com mais pessoas, com mais coletivos, com mais organizações. Novas datas, novas festas surgirão. Novos eventos surgirão. No final, esse grupo não passará de recepcionista do movimento para os verdadeiros representantes da Ganja que chegam com vontade e empenho, chegam com a alma verde. Vão continuar fazendo o que sempre fazem, politicar, debater e organizar a Marcha da Maconha. Enquanto isso, a galera da Ganja vai legalizar a Ganja.

As manifestações deveriam ser feitas por grupos que pensassem sempre na Maconha em primeiro lugar. Grupos de cultivadores, grupos de maconheiros, grupos de usuários medicinais, grupos de comerciantes, grupos de industriais, grupos dos usos religiosos, grupos de amantes da Ganja. Mas não, infelizmente o que vemos é um grupo que não gosta/conhece Maconha organizando o evento canábico com maior visibilidade nacional. Isso parece meio estranho. Mas o tempo dos verdadeiros representantes da Ganja está chegando. Em breve haverão muitas organizações voltadas para a Maconha exclusivamente e ai o foco das manifestações e eventos vai começar a mudar.

Só quem faz parte da organização em SP consegue entender direito o que se passa. A maioria das pessoas que vão na Marcha nunca foram numa reunião e sequer sabem o que rola por dentro. Mesmo quem faz parte da organização não entende muito bem. Tem gente nova que simplesmente acata o que é discutido, talvez por não conhecer o movimento, talvez por querer ajudar não importa como. Mas qualquer pessoa que conheça o movimento, as pessoas que fazem parte e um pouco da história da Marcha, consegue entender perfeitamente a palhaçada que rola lá dentro. São Paulo deveria ser, junto com o Rio de Janeiro, um grande exemplo para o resto do país. Mas não passa de uma grande confusão, complexa e mentirosa, preocupada com leis e não com a Maconha. Existe diferença entre querer mudar uma lei e querer legalizar a Maconha, e se você não prestar bem atenção, não consegue diferenciar uma coisa da outra. Os objetivos são iguais, no final o resultado é o mesmo… mas o caminho e a construção, é completamente diferente. Na nossa concepção, o caminho para a legalização da Maconha, deveria ser verde e não vermelho. Por isso Revolução Verde (a revolução da Ganja). Somos prioritariamente canábistas, maconheiros e maconhólogos. Veneramos a Ganja e amamos essa planta. Não concordamos com a postura que a Marcha SP toma em suas ações e organização (muita culpa do grupo que domina a organização, mas também culpa dos outros que não fazem parte desse tal coletivo dominador e se omitem). Rogamos por dias melhores e uma manifestação mais digna do nome que leva. Por enquanto está deixando a desejar.

Quem sabe um dia a Marcha da Maconha SP seja focada na Maconha. Torcemos pelo momento em que o tema principal seja a Ganja e todas as suas vertentes (e olha que não falta opções). Torcemos pelo dia que a organização não seja dominada por políticos mentirosos e oportunistas, afim de se promover as custas da Marcha da Maconha. Mas enquanto os vampiros desentorpecidos dominarem as pautas, a comunicação, o debate e a organização… vai continuar a mesma merda de sempre: uma Marcha da Maconha que não representa a Maconha.

 

Fonte: Revolução Verde

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