O Mito da Super Maconha

dope-howard_marksVocê não pode matar um zombie com uma caneta. Jogue no olho, enfie no meio do peito. Ele vai apenas continuar se arrastando, gemendo e rosnando, e tentando comer seu cérebro. Ai vai um zombie então.

“Pensar que a maconha de hoje é a mesma coisa benigna, ou, sabe, a droga que os “baby boomers” consumiam na década de 1960, 70, 80, é totalmente falsa”. Isso foi o que o diz Sargento Pat Poitevin. Ele é um Mountie que trabalha na “consciência de drogas”, e ele fez esse comentário em uma entrevista à CTV News,que foi ao ar com uma série de histórias alarmantes sobre “Super Maconha” semana passada.
A repórter, em seguida, resumiu os fatos dizendo pelo Sargento Poitevin: “O que o Sargento quis dizer é que hoje a Maconha é genéticamente modificada para dar um efeito muito maior. Ao longo dos anos, growers conseguiram subir o THC, que é a subistância química atíva da Maconha, de 1 à 3 %  nos anos 70 para 10 à 11, até mesmo 32% hoje. Acrescente a isso litros de pesticidas, fungicidas, fertilizantes que os produtores estão usando para aumentar a produção das plantas”.
E corta para o Sargento: “Você não tem mais a mesma droga nas ruas”.
Ai está. Um zombie clássico.
Foi detectado pela primeira vez cambaleando por ai, comendo o cérebro das pessoas, em meados dos anos 1970. Em 1980, quando o Newsweek relatou com urgência que a Maconha era “7 vezes mais forte que a erva disponível há 4 anos”, era familiar para quem acompanhou a notícia. Na verdade, na maior parte dos anos em que a Maconha era “benigna”, para usar a descrição do Sargento Poitevin, policiais como o Sargento poitevin estavam alertando o público que a Maconha não era mais o “fumo” benigno que eles conheceram anos atrás.
Pra ser justo, talvez, depois de décadas dizendo a mesma coisa, varias e varias vezes, é finalmente verdade.

É isso? Vamos quebrar essa alegação em seus componentes, tanto explicitas quanto implícitas: Um, a potência da Maconha é dramaticamente mais alta hoje do que no passado; Dois, Maconha mais potente é mais perigosa; Três, a diferença de potencia e perigo entre a maconha de hoje e a antiga é tão extrema que pode-se dizer que tratam-se de fato de duas drogas diferentes.
O último componente é o mais fácil de eliminar. Maior nível de THC na Maconha de hoje a difere tanto quanto o teor de álcool em uma vodka (40%), se difere de uma cerveja(5%). Isso nada mais é do que uma retórica. Sem nenhuma base na realidade farmacolgica.
Se a maconha é dramaticamente mais potente é uam questão complicada. As análises de THC de 1960 e 1970 são notóriamente pouco confiáveis, mas em seu livro de 2002, Entendendo a Maconha, Mitch Earleywine, um professor de psycologia na Universidade de Southern California,  examinou os dados americanos disponíveis  da época, e estima-se que a potência da maconha era de cerca de 1,5% na época da discoteca. No final dos anos 1990 tinha subido para 4,5%.
No Canadá, os dados são ainda piores. Um relatório de RCMP alegou que a potência média no final de 1990 era de 5,5 à 6%. Dados de saúde do Canadá, para amostras apreendidas em 2003, mostraram uma potência média de 9,7%.
Isso então significa um aumento dramático? Na verdade NÃO. A média obtida em 2003 é distorcida por algumas poucas amostras realmente potentes. Pouco mais de 1/4 das amostras tinha potência entre 0 e 5%. um terço tinha potência entre 11 à 15%. outro terço tinha o nível de THC superior à 15%.
em suma, a evidência sugere que tem havido um aumento no nivel de THC na maconha sim ao longo das últimas décadas. Mas é modesto. Mesmo que a mídia seja exagerada.
Um relatório de 2004 feito pelo Centro da União Europeia para Drogas e Toxicodependência observou que “a variação natural no teor de THC entre as amostras de cannabis flor ou resina de cannabis excede em muito qualquer mudança de longo prazo que pode ter ocorrido na Europa ou nos EUA nas últimas décadas. Em outras palavras: ” Sempre existiram linagens com níveis de THC diferentes. Há linhagens que tem um baixo nível de THC e tem outras que te fazem decolar para outro mundo. É mínima qualquer mudança de potência que posa ter ocorrido. E é uma grande mentira que a Maqocnha “benigna” dos baby boomers tenha se transformado em uma subtância nova e nociva.

Por ultimo, a suposição de que maconha mai potente é mais perigosa.
Sabemos que isso não é verdade, por uma série de motivos. Pro exemplo: a maconha é consumida na forma de haxixe (só resina, sem vegetal) em muitos países europeus. Isso é significativo, porque normalmente o haxixe tem uma potência de 15 à 20%. pode ter até 50% de THC. Se “mais potente” significasse “mais perigoso”, isso deveria ser evidente em comparações entre os países. Mas como o próprio relatório do CUEDT observou, não é.
A principal razão pela qual a potência não é correlacionada com o risco é simples. As pessoas não são bestas. Eles variam seu consumo de acordo com a potência. Alguem que diz “chega” depois de 12 garrafas de cerveja, não vai esperar beber 12 garrafas de vodka para parar de beber. Da emsma forma, os usuários de Maconha irão fumar menos, se estiverem fumando uma erva de grande potência.
Mas ainda assim, o zombie está por ai. Esta coluna não irá para-lo. Sei por experiência pessoal. Na verdade todos os dados que usei aqui vieram de um longo ensaio que escrevi há seis anos sobre o mito da  “Super Maconha”.  Não matei o monstro àquela hora. E com certeza não o matarei agora.Você não pode matar um zombie com uma caneta. Jogue no olho, enfie no meio do peito. Ele vai apenas continuar se arrastando, gemendo e rosnando, e tentando comer seu cérebro. Ai vai um zombie então.

“Pensar que a maconha de hoje é a mesma coisa benigna, ou, sabe, a droga que os “baby boomers” consumiam na década de 1960, 70, 80, é totalmente falsa”. Isso foi o que o diz Sargento Pat Poitevin. Ele é um Mountie que trabalha na “consciência de drogas”, e ele fez esse comentário em uma entrevista à CTV News,que foi ao ar com uma série de histórias alarmantes sobre “Super Maconha” semana passada.

A repórter, em seguida, resumiu os fatos dizendo pelo Sargento Poitevin: “O que o Sargento quis dizer é que hoje a Maconha é genéticamente modificada para dar um efeito muito maior. Ao longo dos anos, growers conseguiram subir o THC, que é a subistância química atíva da Maconha, de 1 à 3 % nos anos 70 para 10 à 11, até mesmo 32% hoje. Acrescente a isso litros de pesticidas, fungicidas, fertilizantes que os produtores estão usando para aumentar a produção das plantas”.

E corta para o Sargento: “Você não tem mais a mesma droga nas ruas”.

Ai está. Um zombie clássico.

Foi detectado pela primeira vez cambaleando por ai, comendo o cérebro das pessoas, em meados dos anos 1970. Em 1980, quando o Newsweek relatou com urgência que a Maconha era “7 vezes mais forte que a erva disponível há 4 anos”, era familiar para quem acompanhou a notícia. Na verdade, na maior parte dos anos em que a Maconha era “benigna”, para usar a descrição do Sargento Poitevin, policiais como o Sargento poitevin estavam alertando o público que a Maconha não era mais o “fumo” benigno que eles conheceram anos atrás.

Pra ser justo, talvez, depois de décadas dizendo a mesma coisa, varias e varias vezes, é finalmente verdade.

É isso? Vamos quebrar essa alegação em seus componentes, tanto explicitas quanto implícitas: Um, a potência da Maconha é dramaticamente mais alta hoje do que no passado; Dois, Maconha mais potente é mais perigosa; Três, a diferença de potencia e perigo entre a maconha de hoje e a antiga é tão extrema que pode-se dizer que tratam-se de fato de duas drogas diferentes.

O último componente é o mais fácil de eliminar. Maior nível de THC na Maconha de hoje a difere tanto quanto o teor de álcool em uma vodka (40%), se difere de uma cerveja(5%). Isso nada mais é do que uma retórica. Sem nenhuma base na realidade farmacolgica.

Se a maconha é dramaticamente mais potente é uam questão complicada. As análises de THC de 1960 e 1970 são notóriamente pouco confiáveis, mas em seu livro de 2002, Entendendo a Maconha, Mitch Earleywine, um professor de psycologia na Universidade de Southern California, examinou os dados americanos disponíveis da época, e estima-se que a potência da maconha era de cerca de 1,5% na época da discoteca. No final dos anos 1990 tinha subido para 4,5%.

No Canadá, os dados são ainda piores. Um relatório de RCMP alegou que a potência média no final de 1990 era de 5,5 à 6%. Dados de saúde do Canadá, para amostras apreendidas em 2003, mostraram uma potência média de 9,7%.

Isso então significa um aumento dramático? Na verdade NÃO. A média obtida em 2003 é distorcida por algumas poucas amostras realmente potentes. Pouco mais de 1/4 das amostras tinha potência entre 0 e 5%. um terço tinha potência entre 11 à 15%. outro terço tinha o nível de THC superior à 15%.

em suma, a evidência sugere que tem havido um aumento no nivel de THC na maconha sim ao longo das últimas décadas. Mas é modesto. Mesmo que a mídia seja exagerada.

Um relatório de 2004 feito pelo Centro da União Europeia para Drogas e Toxicodependência observou que “a variação natural no teor de THC entre as amostras de cannabis flor ou resina de cannabis excede em muito qualquer mudança de longo prazo que pode ter ocorrido na Europa ou nos EUA nas últimas décadas. Em outras palavras: ” Sempre existiram linagens com níveis de THC diferentes. Há linhagens que tem um baixo nível de THC e tem outras que te fazem decolar para outro mundo. É mínima qualquer mudança de potência que posa ter ocorrido. E é uma grande mentira que a Maqocnha “benigna” dos baby boomers tenha se transformado em uma subtância nova e nociva.

Por ultimo, a suposição de que maconha mai potente é mais perigosa.

Sabemos que isso não é verdade, por uma série de motivos. Pro exemplo: a maconha é consumida na forma de haxixe (só resina, sem vegetal) em muitos países europeus. Isso é significativo, porque normalmente o haxixe tem uma potência de 15 à 20%. pode ter até 50% de THC. Se “mais potente” significasse “mais perigoso”, isso deveria ser evidente em comparações entre os países. Mas como o próprio relatório do CUEDT observou, não é.

A principal razão pela qual a potência não é correlacionada com o risco é simples. As pessoas não são bestas. Eles variam seu consumo de acordo com a potência. Alguem que diz “chega” depois de 12 garrafas de cerveja, não vai esperar beber 12 garrafas de vodka para parar de beber. Da emsma forma, os usuários de Maconha irão fumar menos, se estiverem fumando uma erva de grande potência.

Mas ainda assim, o zombie está por ai. Esta coluna não irá para-lo. Sei por experiência pessoal. Na verdade todos os dados que usei aqui vieram de um longo ensaio que escrevi há seis anos sobre o mito da ”Super Maconha”. Não matei o monstro àquela hora. E com certeza não o matarei agora.

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