Canabinóides podem matar células cancerígenas

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Um cientista no Reino Unido descobriu que alguns compostos derivados da maconha podem matar células cancerígenas como a leucemia, uma forma de câncer que estimasse matará 24 mil pessoas nos EUA este ano.

“Os canabinoides tem uma ação complexa, que atinge diversos processos importantes dos quais o câncer precisa para sobreviver”, foi o que o Dr. Wai Liu, oncologista da escola de medicina da University of London’s St. George, disse ao The Huffington Post. “Por causa disso, a maconha tem realmente um grande potencial em relação a outras drogas que têm apenas uma função. Eu estou impressionado com seu perfil de atividade, e sinto que tem um grande futuro, especialmente se usado com as quimioterapias convencionais.”

O estudo de Liu foi publicado recentemente na revista Anticancer Research. Ele foi apoiado pela GW Pharmaceuticals, que já fabrica um medicamento derivado da maconha, o Sativex.

Usado como spray bucal, o Sativex tornou-se uma alternativa para alguns pacientes que optaram por uma opção industrializada da ganja. Há relatos de que por ser produzido à base de álcool o Sativex causaria lesões na boca quando usado continuamente por algumas semanas. Mas de qualquer forma, é uma alternativa bastante conhecida e utilizada na gringa.

Dr. Wai Liu realizou testes com seis canabinoides diferentes para analisar quais destroem as células cancerígenas.

O estudo analisou o efeito de seis canabinoides não-psicoativos diferentes – que são aqueles que não dão “barato” como o THC – aplicados sozinhos e em combinação em células de leucemia. Os canabinoides exibiram um qualidades terapêuticas promissoras no sentido de impedir o crescimento do câncer, afirmou Liu ao EUA News & World Report.

Em entrevista ao The Huffington Post, Liu afirmou que a pesquisa foi feita apenas com essas seis formas de canabinoides de maneira isolada, e não em interação com os outros 100 canabinoides diferentes que a planta possui. “Nós não sabemos ao certo ainda quais são os canabinoides anticancerígenos e quais podem ser até certo ponto prejudiciais”, disse Dr. Liu.

Agora prestem bem atenção nessa parte! Chamem os céticos da ganja pra apreciar a informação também. Neste estudo , o Dr. Liu e sua equipe cultivaram células de leucemia e as trataram com doses crescentes de seis canabinoides puros diferentes, aplicados isoladamente e em conjunto. O estudo afirma que os canabinoides foram o CBD, CBDA, CBG, CBGA, CBGV e CBGVA. Eles acompanharam o progresso das células de leucemia quais canabinoides pararam o crescimento das células e quais as destruíram de fato.

Apesar de muito promissor, o doutor também disse que o tratamento ainda não está muito claro, pois não sabem quais canabinoides podem funcionar em quais dos mais de 200 tipos de câncer existentes.

“O câncer na verdade e um termo genérico para uma série de desordens que interferem fundamentalmente nas composições celulares. A quimioterapia funciona no sentido de interromper esses sinais de crescimento desordenado. Portanto, qualquer tipo de câncer deve responder positivamente à quimioterapia”, explica o doutor. “Acontece que a maconha possui canabinoides específicos que funcionam da mesma forma que a quimioterapia, impedindo o progresso do câncer e agindo nessas falhas de crescimento celular. O problema é que, outros tipos de câncer podem não ter os mesmos defeitos genéticos e dessa forma os canabinoides podem não funcionar tão bem”.

De acordo com o Centro de Controle de Doenças, cerca de 7,6 milhões de pessoas morrem por ano ao redor do mundo, vitimas de diversas formas de câncer diferentes.

Em 2012, os pesquisadores do Califórnia Pacific Medical Center, em São Francisco, descobriram que o CBD, um dos canabinoides não psicoativos, poderia parar a metástase em muitos tipos de câncer agressivo.

Marcy Dolan uses Medical Marijuana

Muitos pacientes ao redor do mundo recorrem a maconha em seus tratamentos médicos. O estudo do Dr. Liu reforça a importância da ganja nos casos de câncer.

“Embora haja muita promessa, me esforço para encontrar apoio suficiente para conduzir este trabalho, disse Liu. “A menção de canabinoides pode polarizar o público, que compreensivelmente ligam fumar maconha com medicamentos derivados de maconha”.

Liu disse ao Pot Blog de Seattle que ele espera começar testes clínicos envolvendo seres humanos em até 18 meses.

“Re-revelações” à parte, vale lembrar que esta pesquisa foi bancada pela GW Pharma, e apesar da pesquisa comprovar o poder curativo da ganja, a intenção é um pouco mais obscura. Note o tom nas declarações do doutor, reforçando a importância de se isolar os elementos para produzir um medicamento derivado e industrializado, gerando muito lucro à empresa que à fabricar (no caso a GW  Pharma, financiadora do projeto). Voltamos aqui à discussão sobre utilizar o medicamento in natura (flores), através de extratos, óleo e hash, ou separar compostos específicos para tratar a doença. Essa segunda opção é o sonho da industria farmacêutica, e a GW Pharma como poderosa do mercado, tem completo interesse em monopolizar o poder de cultivo e lucrar muito dinheiro com produtos industrializados (como já vem acontecendo no Canadá). Recentemente a empresa conseguiu autorização do FDA para realizar testes com o Epidiolex, um novo medicamento produzido a partir de maconha para tratar a epilepsia.

Note a indústria percebendo que o caminho da legalização é sem volta, e querendo já começar a cobrar sua fatia do bolo. É obvio que nesse novo mercado que surgirá, ela terá sua parcela, mas nunca mais a indústria farmacêutica irá dominar a saúde das pessoas como faz hoje. A legalização trará um novo entendimento no que diz respeito ao tratamento de doenças e o consumo babilônico de medicamentos industrializados. Vai ser uma revolução com base na homeopatia.

É muito bom que a GW Pharma incentive estes estudos e comprove cada dia mais o poder curativo da Ganja. Mas precisamos ficar atentos para os reais interesses. Não somos bestas, ficaremos de olho. O direito ao uso medicinal da maconha não pode ser restrito à uma fórmula química industrializada. Devemos lutar pela medicina natural também: flores, hash, extrações e o próprio óleo não  devem jamais devem ser ignorados, esquecidos ou pior, proibidos.

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