ONG chilena pretende distribuir sementes de maconha para usuários medicinais

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A Chilegrow diz que sua medida pode causar polêmica, mas pretende abrir o debate sobre o auto cultivo e o uso terapêutico da ganja.

Sem dúvida nenhuma, a América Latina está se destacando no cenário da legalização, contribuindo com iniciativas em diversos países que buscam uma nova política e drogas. O México e Colômbia estudam as possibilidades, Porto Rico acabou de descriminalizar e o Uruguai está prestes a legalizar.

Pra engrossar esse caldo, a ONG Chilegrow promete distribuir sementes de maconha para usuários medicinais que queiram plantar seu próprio medicamento. Pra ter ideia dos trabalhos da ONG, no espaço de um ano, cerca de 2000 pacientes com doenças crônicas e terminais já receberam maconha como complemento de seus tratamentos.

A Chilegrow entregará sementes de ganja para que cada pessoa possa cultivar e consumir seu próprio medicamento, uma vez que a planta oferece benefícios comprovados, servindo como analgésico para dores crônicas ou evitando a metástase nos casos de câncer por exemplo.

Cecilia Heyder, uma das usuárias medicinais, diz que não encontrava solução para a dor causada por conta de um câncer de mama. Afirma que ao trazer a maconha para sua dieta – através de bolos, biscoitos, leite e infusões – não só as dores cessaram, como a doença parou de se avançar.

Ela apoia a campanha da Chilegrow, que tem como propósito também debater a legalização do consumo e do auto cultivo, além de manter linhagens que ajudam pacientes crônicos para melhorar sua qualidade de vida.

Para a ONG, atualmente as leis do Chile obrigam esses pacientes a procurar maconha no mercado ilegal, contribuindo para o narcotráfico e reduzindo a qualidade do medicamento que elas ingerem.

Vale lembrar que atualmente no Chile, o auto cultivo é legalizado. Um projeto de lei foi votado e aprovado em março deste ano. O projeto defende que o cultivo caseiro é uma importante maneira de combater o crime organizado, uma vez que o usuário não compra mais do traficante.

A lei estipula que quem for pego plantando maconha para consumo pessoal e/ou terapêutico não será punido com prisão. O problema desta lei é que ela não estipula quantas plantas se pode cultivar nem a quantidade máxima de posse para consumo.

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