Maconha pode reduzir danos cerebrais após AVC

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Uma nova pesquisa sugere que componentes da maconha pode proteger o cérebro contra os danos causados por acidente vascular cerebral.

Mais uma aplicação medicinal da maconha começa a ser pesquisada. Não é de hoje que existem fortes suspeitas de que a ganja pode ajudar no tratamento do AVC, e os cientistas começam a estudar melhor esse perfil terapêutico. De acordo com o Nottingham Post, pesquisadores da Universidade de Nottingham conduziram uma meta -análise de estudos, e concluíram que os canabinoides podem reduzir a gravidade do acidente vascular cerebral, bem como melhorar os resultados neurológicos. Os cientistas esperam para realizar testes em humanos em um futuro próximo.

O autor principal, Dr. Tim England, consultor honorário da na Universidade de Nottingham e do Hospital Royal Derby, apresentou as conclusões esta semana na conferência anual US Stroke Forum.

Dr. England explicou num release universitário que, embora a pesquisa até agora esteja limitada à animais, os últimos resultados foram promissores e fornecem suporte para estudos em humanos.

Esta meta- análise de estudos pré-clínicos de AVC fornece informações valiosas sobre a existência, e mais importante, a falta de dados sobre o uso de canabinoides como um potencial tratamento para pacientes com AVC . Os dados estão orientando os próximos passos na experiência, a fim de estarmos aptos a iniciar de forma segura um ensaio clínico.

Dr. England e sua equipe examinaram 94 estudos feitos anteriormente que envolvem os efeitos de vários canabinoides em 1022 ratos, camundongos e macacos , segundo The New Zealand Herald. Os efeitos sobre o AVC parece ser consistente em todos os três tipos de canabinoides: sintética, derivados de maconha e aqueles produzidos naturalmente pelo corpo.

Dr. Dale Webb, diretor de pesquisa e informação no Stroke Association, também concluiu que os cientistas deveriam agora procurar replicar os resultados em humanos.

Os resultados identificaram o potencial dos canabinoides para reduzir os danos cerebrais causados ​​por acidente vascular cerebral. Mais pesquisas são necessárias para investigar se os canabinoides têm os mesmos efeitos nos seres humanos – os efeitos da maconha sobre o cérebro são altamente complexos e continua a ser uma substância de risco.

Após a apresentação dos resultados, o Dr. Madina Kara, um neurocientista da Stroke Association, disse que testes em humanos estão agora “em discussão”. Ou seja, muito em breve teremos novos estudos sendo feitos nesse sentido. É importante que estudos desse tipo continuem a ser estimulados para que os benefícios da planta possam ser melhor explorados. É uma pena que estejamos caminhando na contra-mão e não seja possível realizar pesquisas desse nível no Brasil.

 

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