Nova York torna-se o 21º estado americano a legalizar a maconha

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No entanto, a reforma tem muitas restrições e nada lembra o modelo adotado no estado do Colorado.

Se pararmos pra pensar quando essa onda legalizadora começou, provavelmente nos remeteremos à 1996, quando a Califórnia se tornou o primeiro estado americano a legalizar a maconha após décadas de proibição. Hoje, quase 20 anos depois, é possível compreender o significado de tamanha mudança.

Enquanto a CNN divulga uma nova pesquisa, em que 55% da população americana é favorável à legalização da maconha, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou nesta quarta-feira (08) uma ordem executiva na qual torna-se permitido o uso medicinal da planta no Estado.

Mas nem tudo é festa. O sistema será cheio de restrições e a maconha poderá ser prescrita apenas para um numero limitado de condições médicas, como câncer e outras doenças graves. Este programa piloto “será monitorado para avaliar a viabilidade do sistema de maconha medicinal”, disse Cuomo.

“Criaremos um programa que permitirá que até 20 hospitais prescrevam maconha para uso médico”, informou o democrata Cuomo em seu discurso anual sobre a situação do estado na capital Albany (220 km ao norte de Nova York).

Apenas um número limitado de hospitais serão autorizados a prescrever maconha para os pacientes. O governador espera ter infra-estrutura suficiente para permitir dispensários até o final do ano, a fim de distribuir a maconha. Provavelmente os defensores da legalização irão continuar a lutar por uma reforma mais ampla, mas esta mudança é claramente um desenvolvimento positivo e um passo muito significativo, uma vez que Nova York é um dos estados com as penas mais severas quando o assunto é maconha.

Este anúncio vem em um momento de grande flexibilização em relação à maconha nos EUA. Em 1996, quando a Califórnia legalizou, apenas 26% apoiavam a mudança. A legalização de Nova York deve impulsionar ainda mais o processo em diversos outros estados americanos, além de incentivar o debate no mundo inteiro.

O Uruguai já deu o exemplo e o debate está mais quente do que nunca na América Latina. Só o Brasil que parece apático frente todas essas mudanças ao redor do mundo em relação a proibição da maconha. E sem representantes políticos interessados em levar o debate da legalização de fato à outro nível, apresentando projetos concretos e considerando um modelo real, provavelmente seremos os últimos a conhecer os benefícios da ganja.

 

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