Remédio à base de maconha chega à América Latina

sativex

Por mais que a indústria farmacêutica tente, jamais conseguirá produzir um medicamento que seja tão benéfico quanto a planta in natura. Porém o Sativex tem o poder de curar não só as pessoas, mas também o preconceito contido dentro delas.

Enquanto o Brasil continua nadando contra a maré legalizadora, a GW Pharma não perde tempo e já começa a introduzir nos países latinos da América.

Gaças uma bilionária parceria entre io laboratório francês Ipsen e a gigante britânica GW Pharma, finalmente o Sativex começa a ser disponibilizado na América Latina. O anúncio foi feito nessa terça-feira, e já anima milhares de pacientes. O acordo exclui o México e o Caribe, informaram as empresas farmacêuticas em um comunicado.

“O Ipsen é um sócio ideal com, ao mesmo tempo, uma presença forte na região e uma experiência internacional nos dois âmbitos terapêuticos da neurologia e da oncologia”, declarou o diretor-geral da GW Pharmaceuticals, Justin Gover, citado no comunicado.

Como não podia deixar de ser, não dão ponto sem nó, os direitos da Ipsen em relação ao Sativex, já incluem também a utilização no tratamento de dor para pacientes que sofrem de câncer.

Já na França, foi o o laboratório espanhol Almirall o grande beneficiado por um acordo com a GW Pharma. No dia 9 de janeiro, o uso do sativex foi autorizado na França, e as bilionárias da indústria farmacêutica não perderam tempo. Porém a utilização do medicamento só será possível depois de 2015.

Mesmo que este medicamento, formulado como um spray bucal, já tenha sido aprovado em 24 países, 18 deles europeus, vale lembrar que o Sativex não é a melhor opção para nenhum paciente que precise utilizar a maconha de maneira medicinal. A melhor alternativa é a maconha in natura consumida por vaporização ou na forma do óleo(o medicinal, não o para culinária). Há suspeitas de que o uso contínuo do Sativex gere lesões na boca por conta do álcool contido em sua formulação, além de que ele não contem todos os canabinóides contidos na maconha, impedindo diversos outras interações dos canabinóides no nosso corpo. A maioria dos pacientes usuários de maconha medicinal preferem a planta in natura do que o medicamento industrializado.

A lógica da indústria é isolar, testar, concentrar e vender. Mas a maconha funciona de maneira diferente, e todos os canabinóides contidos nela interagem de maneira harmônica dentro do organismo, proporcionando uma melhora de saúde que nenhum remédio industrializado jamais dará.

Apesar do Sativex não ser a melhor alternativa quando falamos de maconha, e significar bilhões para uma indústria que já fatura outros tantos bilhões, o acordo não deixa de ser um grande avanço para a América Latina. Agora depende dos órgãos reguladores dos países permitirem ou não seu uso, mas como estamos falando de indústria e política, é bem provável que vão comecem a autorizar. Tomara que a ANVISA não perca esse barco e também autorize o Sativex. Em breve, a sociedade irá formar um outro conceito sobre a baseado na relação deste medicamento com os pacientes., abrindo as portas para a utilização da maconha medicinal in natura.

 

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