Solidariedade com nossos irmãos do Growroom

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Enquanto o planeta inteiro se encontra em um acelerado processo de legalização da maconha, com diversos países legalizando seu consumo nos últimos meses, o Brasil parece dominado por uma escuridão proibicionista que insiste em reprimir o progresso das terras tupiniquins.

O projeto CHARAS se solidariza com nossos irmãos do Growroom, que estão passando por um momento muito delicado. Trata-se de uma injusta acusação de tráfico de drogas, associação para o tráfico, possessão de narcóticos e apologia ao consumo de drogas. Esse absurdo, que seria motivo de muitas risadas, não fosse tão triste, foi feita por Heliomar Franco, diretor de investigações do DENARC, e que agora segue com uma investigação sobre a Copa Growroom que aconteceu em Porto Alegre no final do ano passado. Acompanhe a declaração de defesa feita pelo Growroom:

“ESCLARECIMENTO SOBRE A COPA GROWROOM”

O Growroom é um espaço de redução de danos para usuários de cannabis e uma plataforma de ativismo, convivência e troca de experiências. Defendemos o cultivo caseiro como alternativa segura e consciente ao mercado ilegal da cannabis, amparado pela atual política de drogas proibicionista.

É expressamente proibido qualquer tipo de comércio da maconha na Copa Growroom. Afinal, trata-se de um evento lúdico que tem por finalidade reunir usuários de cannabis de todo o país, que cultivam a planta para fins pessoais.

O evento nada mais é que um churrasco, somente para maiores de 18 anos, onde os participantes avaliam a qualidade da erva que é cultivada por eles e discutem os mais variados temas que envolvem o debate sobre a política de drogas brasileira.
O espaço onde ocorreu o evento foi alugado para a realização de um churrasco de confraternização de fim de ano. Não houve qualquer participação ou ciência prévia dos proprietários.

Acreditamos que o cultivo caseiro – prática que já é contemplada pela Lei 11.343/2206 – deve ser regulamentado urgentemente, a fim de possibilitar que o usuário de maconha obtenha a erva sem precisar recorrer ao tráfico, que o coloca de frente a drogas pesadas e situações de perigo.

Pedimos urgência, também, no processo de descriminalização do usuário de drogas que tramita no Supremo Tribunal Federal, o RE 635659. Esperamos que o Brasil adote políticas de drogas mais racionais e humanas, que respeitem a liberdade individual de seus cidadãos, a exemplo do Uruguai e do estado americano do Colorado que, recentemente, legalizaram o uso da cannabis e mostraram ao mundo que é possível acabar com a injusta e assassina guerra às drogas.

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