Flórida se torna o 22º estado americano a regulamentar a maconha medicinal

Mudança na lei prevê maconha com baixo teor de THC na forma de extratos e óleo.

Enquanto o Brasil ainda engatinha no processo de legalização da maconha, os EUA – país berço do proibicionismo – segue firme e em ritmo acelerado, talvez numa tentativa de sessar o quanto antes os prejuízos causados pela proibição. Dessa vez é o estado da Florida que irá regulamentar o uso da maconha medicinal, ainda que de maneira tímida e um tanto quanto restrita.

A medida Senate Bill 1030 foi aprovada pelo Senado nesta sexta-feira(2) e animou milhares de pacientes que esperavam por acesso à tratamentos mais dignos como aqueles à base de ganja.

O governador da Flórida, Rick Scott, já se manifestou favorável à mudança na lei e diz que se a proposta chegar à sua mesa, ele irá assinar. “Sou pai e avô. Quero que meus filhos e netos tenham acesso ao cuidado de saúde que desejarem”, afirmou o governador à imprensa local.

Apesar da mudança na lei, somente maconha com baixo teor de tetrahidrocanabinol (THC) será autorizada, na forma de óleo, extratos, e derivados. Por enquanto, somente quatro estabelecimentos foram autorizados a vender os produtos.

Ainda que tímida e restrita, a mudança é muito positiva. Pacientes que sofrem principalmente de epilepsia, esclerose múltipla e câncer, poderão utilizar a maconha para melhorar sua qualidade de vida.

O governador da Flórida, Rick Scott já se declarou favorável à mudança.

O governador da Flórida, Rick Scott já se declarou favorável à mudança.

Em novembro, o estado terá a oportunidade de dar um passo além, quando os eleitores irão votar pela Amendment 2, que prevê a legalização da planta completa (e não apenas de extratos) para finalidades medicinais.

Outros 21 estados, além do Distrito de Columbia (onde fica a capital, Washington), já adotaram o uso medicinal da maconha. Colorado e Washington foram mais longe, e legalizaram o uso recreativo. No Brasil, ainda sofremos com a burocracia da ANVISA pra importar o óleo de maconha, num claro sinal de estagnação e desrespeito com a saúde pública.

Entretanto, as mudanças por aqui já começaram (quem diria) e devemos seguir firmes na luta, pois temos muito trabalho pela frente. Com sorte, em um futuro próximo, teremos garantido não só o direito ao óleo, como também poderemos produzir nós mesmos nosso próprio medicamento.

 

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