Relatos medicinais: Gilberto Castro

 “Meu nome é Gilberto, tenho 40 anos e portador de esclerose múltipla.

Antes da doença eu não era maconheiro assim convicto, já fumei um ou outro, mas gostava de whisky, cerveja e churrasco, mas após o primeiro surto da doença cujo qual me deixou muito mal e por muito tempo.

As sensações desta doença são muito ruins e mesmo que a doença seja controlada eu fico ainda muito mau e foi assim por muito tempo, demorou alguns anos até conseguir ficar razoavelmente acostumado com as limitações que foram de coordenação e sensibilidade, até fui apelidado em virtude da estranheza dos movimentos de Playmobil.

Neste meio tempo, toda visita ao medico relatava pra ele todos os sintomas, até que um dia um destes o médico olhou pra mim de uma forma diferente, se inclinou e disse em voz baixa, ” Se você fumar um baseadinho vai ajudar “. Fumei!!!
E foi a transformação ficou muito mais fácil aguentar os efeitos e sensações da doença, que até aqui eram apenas a dormência completa no corpo, movimentos estranhos e dessincronizados, formigamentos, tonturas e sensações de pressão em lugares aleatórios pelo corpo, calor e frio.

Mas quando fumava ficava muito mais fácil de suportar, a dormência não alterava muito, mas a pressão amenizou, mudanças de temperatura tb, tonturas pararam e os formigamentos quase nada; Muito mais tranquilo e fácil de suportar.

A vida ficou colorida de novo! Fiquei mais muito tempo sem surtos, achei que até tinha me livrado da doença com tanta fé que fiz uma tatuagem de uma promessa feita a mim mesmo no hospital, que eu gostava e não fazia por receio de preconceito. Fiquei um tempo sem fumar, e apos +- 1 ano sem a maconha, e infelizmente tive outro surto, mas como já sabia o que era corri para a farmácia e me automediquei com cortisona e corri para o medico, foi um surto sem muitas sequelas, pois me tratei rápido, consegui esquema de um back por ali e tudo estabilizou apenas somando a mais com o que já tinha uma moderada perda de movimentos da minha perna direita.

Mais um tempo de paz, e em 3 anos mudei para outra cidade, maior e com mais infra estrutura e novamente fiquei sem maconha, até ai eu não tinha ligado os fatos ainda.

Que como um relógio, depois de +- 7 meses sem a erva, adivinha, outro surto, me mediquei rápido novamente e fui ao medico que desta vez me passou um remédio que se consegue apenas pelo estado, o COPAXONE, mas infelizmente desta vez as lesões físicas foram maiores, fiquei quase sem andar, e muito mau com todas as sensações da doença muito forte, que são as que eu já sentia, mais espasmos, dores, choques insuportáveis, tontura, visão dupla e turva, e uma lista gigante se sensações diferentes e horríveis.

Neste surto, já com mais experiência disso, depois de medicado pelo médico, fui o mais rápido que pude atrás da canábis.
Agora, a diferença de com e sem a planta é gigantesca, a cannabis faz parar completamente os espasmos, choques também, principalmente um que da no pescoço que é uma machadada.

Estes dois sintomas que considero pior, e com a cannabis somem como mágica, parece que nunca existiu, eu posso dormir que nem um bebe, e todas as outras sensações as que não somem completamente, aliviam a um nível muito fácil de conviver.

Este surto está sendo ruim de superar, mesmo agora já passado pouco mais de 1 ano, mas vou seguindo que ainda estou de pé e andando, mesmo que em pouca distancia já paro e tenho que descansar.

Ninguém comenta nada sobre, mas existe um estudo que vai além do que temos divulgado em nossa mídia, já confirmei a confiabilidade dele com um amigo neurocientista. Este estudo está no site http://www.cannabismd.com, dentro da parte dedicada a esclerose múltipla, mostra vários estudos, e um é comprovando que a cannabis ajuda a diminuir a frequência e intensidade dos surtos da esclerose múltipla do tipo recorrente remitente. O mesmo que o meu. 

Pocha, só existem provas de benefícios desta planta que nunca matou ninguém. O que mais dizer? Legaliza Brasil, por favor!” – GILBERTO CASTRO, São Paulo/SP.

Esta sessão tem por objetivo divulgar os casos e depoimentos de usuários medicinais que lutam pelo direito de um tratamento mais digno e saudável. Mais informações sobre o grupo Eu Uso Maconha Medicinal podem ser encontradas clicando aqui. Legalizar a maconha é uma questão de dignidade e respeito!

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s