Maconha pode ajudar nos sintomas do TDAH

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O uso medicinal da maconha pode ser a chave para aqueles que sofrem com os sintomas de hiperatividade e impulsividade do TDAH.

Em recente estudo feito pela Universidade de Albany, e publicado na revista Substance Use & Misuse, sugere que alguns adultos podem estar usando maconha para ajudar a controlar comportamentos hiperativos e impulsivos (muitas vezes sem saber).

Embora o estudo tenha sido o primeiro a mostrar isso em humanos, Mallory Loflin, co-autor do estudo, diz que a pesquisa em animais também suporta as descobertas.

“É realmente o primeiro estudo lá fora que temos a evidência nos modelos testados, os roedores”.

Embora seja comum para quem sofre de TDAH relatar o uso de maconha para aliviar seus sintomas, os cientistas tem sido céticos até agora.

“Notamos evidências de que as pessoas estavam usando maconha para se automedicar, e isso não faz muito sentido levando em consideração os diversos efeitos que as diferentes linhagens podem proporcionar”.

De acordo com Loflin, isso é porque a maioria das pessoas pensam em problemas de atenção quando se pensa em TDAH, mas esquecem dos outros sintomas. O  TDAH consiste em três subtipos diferentes, dois dos quais incluem os sintomas de hiperatividade e impulsividade.

Embora os pesquisadores ainda tenham de vincular o uso da maconha à melhorias na atenção, há suporte suficiente para a afirmar que ela ajude no controle dos impulsos.

“Há uma grande quantidade de evidências que sugerem que os canabinoides realmente trabalham na área do cérebro que é responsável por comportamentos de auto-regulação”.

Com base nesta hipótese, Loflin e seus colegas olharam auto-relatos de 2.800 usuários adultos de maconha e os dividiu em grupos com base em sintomas relacionados ao TDAH e quantas vezes eles usaram a planta.

O que eles descobriram foi que as pessoas que usaram maconha em uma base diária – um padrão que os cientistas referem como auto-medicação – eram mais suscetíveis à corresponder aos critérios de subtipos hiperativos.

“Vimos essa diferença, onde havia uma proporção maior de pessoas com o subtipo combinado – pessoas com os sintomas de hiperatividade extras – entre o grupo de usuários que usam de forma consistente de auto-medicação”.

Os sintomas de TDAH foram avaliados de acordo com  a escala ASRS – uma escala que contempla 18 itens de critério, muitas vezes usados em estudos epidemiológicos como um indicador da doença. Os participantes foram convidados a preencher os ASRS com base nos sintomas que ocorreram apenas quando eles não estavam usando maconha.

Devido a isso, Loflin acredita que o estudo fornece suporte para afirmar que a maconha fornece uma importante a ajuda para aqueles que sofrem com sintomas de hiperatividade no TDAH.

“Eles têm esses sintomas apenas quando não utilizam a erva, por isso seu uso parece ajudar a reduzir esse potencial.”

O comportamento de auto-medicação é muitas vezes um sinal de uma doença não diagnosticada, o que é uma razão pela qual os pesquisadores decidiram não pedir aos participantes diagnósticos anteriores. O TDAH também é frequentemente negligenciado entre a população adulta, o que faz com que muitos sequer conhecerem sua condição.

As últimas descobertas são promissoras, e embora mais pesquisas precisem ser feitas para a confirmação dos benefícios da maconha para esses dois subtipos de TDAH (hiperatividade/impulsividade), as experiências e relatos dos usuários que a utilizam para esse fim, mostram o quão importante é a maconha para o tratamento dessa condição.

 

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