Conheça a Pituconha, cachaça com raízes de maconha

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Uma nova cachaça esta tomando as ruas de Recife. Trata-se da Pituconha, uma bebida que leva raiz de maconha ma garrafa.

A matéria “A cachaça de maconha febre no sertão” de Daniel Carvalho, publicada pela Folha de São Paulo, ganhou destaque essa quinta – feira. O município de Cabobró , na região pernambucana conhecida como o “polígono da maconha” (responsável pela produção de maconha em áreas irrigadas pelo rio São Francisco), apadrinhou uma nova cachaça com raiz de maconha, a “Pituconha”.

Em várias regiões é fácil encontrar essa bebida, já que a demanda está alta. Ela é vendida em doses  de R$1, mas em alguns lugares pode sair bem mais caro. O rótulo da garrafa reproduz a marca Pitú, uma tradicional aguardente,e  leva a frase “Aguardente de cana adoçada com raiz de maconha”. Logo abaixo ainda segue escrito “O Ministério do Transporte adverte: o perigo não é um jumento na estrada. O perigo é um burro no volante”.

Segundo um servidor municipal entrevistado pela Folha, algumas pessoas vendem à produtores de cachaça, as raízes que retiram das operações policiais de erradicação de pés de maconha, e as vendem num saco com 30Kg por R$ 100.

A Polícia Federal encontrou pequenas concentrações de THC nas raízes através de uma perícia feita ano passado.

A Pituconha é feita com raízes de maconha e comercializada em  Pernambuco.

A Pituconha é feita com raízes de maconha e comercializada em
Pernambuco.

“Se você for levar ao pé da letra, seria crime (a comercialização da raiz e, consequentemente, da bebida) porque tem o princípio ativo. Só que a concentração é baixíssima. É uma questão que ainda não se tem uma posição definida” afirma Carlo Correia, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal em Pernambuco. E continua, “A lei não especifica a quantidade de THC. A questão é de ordem prática: a concentração é muito pequena. Não existe uma repressão sistematizada até hoje”.

O delegado ainda afirma que “não existe nenhuma comprovação científica de que a raiz de maconha tenha alguma função terapêutica”, mesmo ouvindo de pessoas que pedem raízes, que as usam para tratar dores na coluna, asma e problemas de estômago. Ele proibiu os policiais de transportar as raízes, que diferente do restante da planta normalmente não são destruídas.

Apesar da quantidade de THC na raiz ser mínima, é possível sentir seus efeitos e quem a bebe dificilmente abre mão desse hábito. Um fato que pode ser ruim, já que em teoria o usuário precisaria beber mais para  poder sentir os efeitos psicoativos da planta. E mais, o álcool pode vicia facilmente, o que pode desencadear uma dependência no usuário.

Essa bebida certamente alegra muitos pernambucanos e curiosos de outros estados, mas vale lembrar que a maconha nem se compara com o álcool em termos de malefícios que traz a saúde e sociedade. Nessa bebida, a maconha é muito mais um adicional comercial, pra fazer propaganda e “lançar moda”, do que propriamente para sentir os efeitos psicoativos da ganja.

Aquele que bebe a Pituconha  precisa estar atento a mínima diferenciação dos efeitos da bebida e da maconha, para poder aproveita-la e não exagerar na dose. Se quiser sentir o efeito do THC, o mais aconselhável mesmo é que se faça um chá da raiz – ou fume a ganja mesmo. Agora, se a preferência é curtir o álcool, o óbvio conselho é que se beba com um mínimo moderação.

 

 

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