Efeitos adversos do Dr. Drauzio Varella

sgbv

Maconha faz mal? Se consumida em excesso e de forma incorreta, quem sabe. Nenhum maconheiro consciente defende que a maconha não faça nenhum mal e apesar do alarmismo alimentado pelo Dr. Drauzio Varella, vamos tentar dichavar essa questão.

Ele pode até se declarar antiproibicionista, participar de documentários antiproibicionistas, participar de debates e se posicionar contra a criminalização do usuário, mas não é (nem nunca foi) um apoiador da legalização da maconha – pelo contrário, sempre que pode faz questão de lavar as mãos em relação à esse tema. Além disso, não devemos nos esquecer que o Dr. Drauzio Varella não é o único médico sério que existe e nem de longe pode ser considerado uma autoridade sobre o tema maconha.

De fato, a carreira e realizações precedem seu nome, dando à ele uma grande credibilidade e reconhecimento em todo o país. Mas será que vale a pena confiar cegamente na opinião de um doutor que é “fechado” com a Rede Globo e alinhado com uma classe médica conservadora que sequer gosta de ouvir falar de maconha?

Sem Título-1Pois bem, neste último sábado (28/05) o Dr. Drauzio Varella publicou em sua coluna na Folha de São Paulo um texto bastante controverso. Intitulado “Efeitos adversos da maconha”, a primeira palavra do texto já demonstra o grau de conservadorismo e preconceito que norteou sua escrita. Ao começar a coluna com a frase “Maconheiro é louco para dizer que maconha não vicia nem faz mal”, Dr. Drauzio Varella demonstra que anos de Rede Globo( e outros canais de comunicação) foram muito úteis para seu desenvolvimento como interlocutor, escrevendo exatamente aquilo que a parcela mais conservadora da sociedade adoraria ouvir. Menospreza não só o usuário de maconha, como ignora alguns dos estudos mais recentes feitos sobre o tema. Numa época em que a comunicação digital ganha proporções virais, o texto no site da Folha foi compartilhado mais de 8,5 mil vezes e a postagem no Facebook já acumula mais de 10 mil compartilhamentos. Se não está mal intencionado, no mínimo o doutor comete um gigantesco desfavor à sociedade, que sofre há décadas com uma guerra inútil e urge uma completa mudança em sua política de drogas.

Vale ressaltar que não estamos afirmando que a maconha seja inofensiva à saúde, caso seja consumida em excesso ou de maneira inapropriada. Porém, é inadmissível que um profissional da saúde de tanto renome utilize do alarmismo afim de favorecer a retórica proibicionista. Na coluna escrita pelo doutor, é necessário atentar para a construção do texto e a forma que os fatos são apresentados.

Sendo assim, nossa intenção com este artigo é confrontar o texto publicado pelo Dr. Drauzio Varella e mostrar que não é só porque ele aparece na televisão, que tem 100% da razão. E exatamente por não ser um especialista em maconha, o doutor utiliza como referência dados do NIDA (National Institude on Drug Abuse), uma instituição que tem grande apoio de setores proibicionistas que jamais tiveram interesse na regulamentação da maconha, se posicionando sempre contra a mudança na política de drogas americana. Na verdade, ativistas canábicos dos EUA garantem que a instituição (detedora do monopólio da produção de maconha para fins de pesquisa) burocratiza e nega matéria prima para pesquisas científicas. Assista a um vídeo da Diretora do NIDA, Nora D. Volkow, falando sobre a maconha (qualquer semelhança com Ronaldo Laranjeira não é mera coincidência):

 

 

Mas aqui estamos para apresentar outros aspectos dos sete tópicos analisados pelo Dr. Drauzio Varella. Então, vamos lá!

Dependência

O que é a dependência? O que caracteriza uma crise de abstinência? Será que os usuários de maconha chegam a sofrer tais crises?

Maconha vicia? Uma resposta mais simples e correta é: não muito! Falar sobre dependência e maconha é uma questão complicada, por conta de uma série de fatores técnicos e pessoais. E apesar do doutor apresentar um número correto, 9% não é realmente significante quando você compara a taxa média de dependência em maconha com outras drogas (inclusive as legalizadas): 15% para o álcool, 17% para a cocaína, 23% para a heroína e incríveis 32% para o tabaco. O próprio café é mais viciante! Só pra ter ideia, cerca de 97% dos brasileiros com mais de 15 anos consomem café diariamente. Mas a sociedade não costuma ver grandes problemas com o vício em cafeína e normalmente as pessoas até costumam ignorar essa dependência.

“Uma vez instalada a dependência surgem crises de abstinência: irritabilidade, insônia, instabilidade de humor e ansiedade”. Foi assim que o doutor Drauzio Varella encerrou seu parágrafo sobre a dependência da maconha, mas advinha só? Esses são exatamente os mesmos sintomas de alguém que toma café diariamente e resolve parar. Ou seja, o vício em maconha não é mais problemático que o vício em café. Na verdade, maconha trás mais benefícios à saúde do que o café jamais terá a oportunidade de trazer.

Já em 1972, a famosa Comissão da Casa Branca, em um relatório sobre drogas (que a propósito pedia a criminalização da maconha), concluiu que a maconha pode levar a uma dependência psicológica mas não física. Desde então, alguns estudos apresentaram sintomas de dependência em usuários pesados que pararam, incluindo distúrbios de sono e ansiedade, mas nada comparado às severas crises de abstinências apresentadas em dependentes de álcool ou cocaína.

O que o Instituto de Medicina dos EUA tem a dizer sobre o vício em maconha? Em 1999, em um relatório publicado pela Academia Nacional de Ciências, o IM dizia: “Comparada á maioria das drogas, a dependência entre usuários de maconha é relativamente rara”. E o mesmo relatório ainda afirma “Resumindo, apesar de poucos usuários de maconha desenvolverem dependência, eles desenvolvem. Mas eles parecem menos suscetíveis que os usuários de outras drogas. (incluindo álcool e nicotina) e a dependência em maconha parece ser menos severa”.

Mas o que é dependência afinal de contas? Dependência é a medida da dificuldade que o usuário tem em parar o uso, pela taxa de recaídas, pela porcentagem de pessoas que eventualmente se viciam, pela taxa daqueles que fazem de tudo pela substância e o grau que a substância será tratada em face da evidencia de que ela causa danos. Por esse aspecto podemos afirmar que a maconha não é nem de longe a droga mais preocupante, ou nociva, da nossa sociedade. Esse papel está muito mais para o álcool ou tabaco. Na verdade, estudos indicam que a maconha pode de fato auxiliar no combate à dependência de drogas mais pesadas, como o crack e o próprio álcool.

Neste primeiro item, Varella também menciona o uso de maconha na adolescência (uso esse que sem dúvidas desaconselhamos). Mas esquece de citar que o grande problema do uso precoce está justamente na proibição e falta de regulamentação do mercado da maconha. Ainda que existam jovens que conseguem comprar cerveja em algum bar, isso nem se compara à facilidade do acesso à maconha pelo comércio ilegal. No tráfico não existe controle, nem existe fiscalização, muito mesmo ética. Ninguém pede RG na biqueira e se uma criança de 8 anos quiser comprar maconha, ou até mesmo uma pedra de crack, ela vai conseguir.

É muito fácil o doutor copiar e colar os dados do NIDA, apontar o índice de dependência da maconha e uma série de problemáticas, sem situar o leitor sobre o que significa essa dependência. Portanto, veja o que alguns profissionais tem à dizer sobre isso:

 

 

Alterações cerebrais

Aqui temos outra demonstração de como o discurso do doutor não é dos mais “verdes”. É fato que o cérebro permanece em formação até os 21 anos de idade e é desaconselhável o uso crônico de qualquer droga durante essa fase. Lendo o texto, passa desapercebido, mas Drauzio Varella menciona problemas apenas no uso precoce, e em adultos que começaram a fumar ainda adolescentes. O doutor ainda se refere ao THC como sendo uma droga, quando na verdade é apenas um canabinóide dentre as dezenas que interagem com nosso corpo.

Entretanto, é absurdo afirmar que a maconha possa causar danos permanentes ao cérebro. De acordo com o professor Elisaldo Carlini (UNIFESP), é uma ideia estapafúrdia do ponto de vista científico. Nosso cérebro possui um sistema canabinóide endógeno, ou seja, interno. Sendo assim, se a maconha causasse danos ao nosso cérebro, nosso próprio organismo também causaria os mesmos danos. Assista a mais esse vídeo:

 

 

Além disso, segue aqui um trecho retirado do livro “Maconha: Mitos & Fatos”, de Lynn Zimmer e John P. Mogan:

“A maconha produz alterações temporárias imediatas nos pensamentos, na percepção e no processamento da informação. O processo cognitivo mais claramente afetado pela maconha é a memória de curto prazo. Em estudos de laboratório, indivíduos sob influência de maconha não têm problemas para lembrar o que aprenderam anteriormente. Entretanto, apresentam capacidade diminuída para aprender e relembrar novas informações. Essa diminuição só perdura o tempo da intoxicação. Não existe prova convincente de que o uso intenso de maconha a longo prazo prejudique de modo permanente a memória ou outras funções cognitivas.”

Para se ter ideia, já é sabido que a maconha é a única droga capaz de regenerar células nervosas. Isso mesmo, regenerar células nervosas!! Esse papo de dano cerebral está ficando meio furado hein doutor!

O doutor Drauzio Varella também afirma, equivocadamente que os “danos ao cérebro” causados pela maconha podem ser os motivos para que usuários de maconha apresentem um QI reduzido. Ao que tudo indica, Varella se refere ao estudo publicado em agosto de 2012, pela Proceedings of the National Academy of Sciences. Mas parece que o doutor esqueceu de ler o review feito pela própria PNAS, onde admitem que a metodologia utilizada no primeiro estudo era incorreta e falha, pois deixaram de analisar diversos outros fatores que poderiam comprometer o QI do indivíduo, além da maconha.

De certo, o doutor Drauzio Varella desconhece alguns dos usuários mais ilustres desse último século, como Steve Jobs, Gandi, John Lenon e até o próprio Carl Segan. Fazendo uma rápida análise, de esportistas campeões, como Michael Phelps, à escritores renomados, como William Shakespeare, ou até mesmo presidentes americanos (Obama, Clinton, Bush e outros), podemos concluir que a maconha não é fator determinante no QI ou desempenho cerebral de uma pessoa. O que não significa que a maconha seja inofensiva, mas com certeza faltam estudos para poder provar se a maconha interfere permanentemente na formação cerebral a ponto de diminuir o QI ou não. A forma que o doutor comunica esse estudo (contraditório), soa quase de forma maliciosa.

Porta de entrada

Nesse tópico, um respiro. Ou não! Drauzio Varella nomeia o tópico como “porta de entrada”, começa o parágrafo afirmando que “qualquer droga psicoativa pode moldar o cérebro para respostas exacerbadas a outras drogas” e termina falando que nesse sentido o THC não se difere de outras drogas como álcool ou tabaco.

Então devemos compreender que ele criticou outras drogas, apesar de alertar que a maconha também pode contribuir para outras experiências? Mais ou menos. É importante notar que nesse ponto, Varella “cutuca” outras substâncias, mas não tira a possibilidade da maconha levar à outras drogas, e isso é um mito!

Como puderam ver no vídeo do tópico da dependência, o professor Dartiu Xavier informa essa afirmação “não tem fundamentação científica. Os estudos epidemiológicos mostram que a maconha não é porta de entrada e que a grande maioria dos usuários de maconha não migraram para drogas mais pesadas. Além disso, a grande maioria dos usuários de maconha largou, espontaneamente, o uso da maconha depois de alguns anos, sem a necessidade de qualquer tipo de tratamento”.

E mais! De acordo com um estudo do próprio Dartiu Xavier, a maconha pode ser utilizada como uma verdadeira “porta de saída”.  Assista ao vídeo:

 

 

Transtornos mentais

Já neste tópico, o Dr. Drauzio Varella vai além! Dessa vez ele dá uma patinada na antiga correlação entre esquizofrenia e uso de maconha. Novamente, é importante prestar atenção à construção do texto: ele começa aumentando o risco de crises de ansiedade, depressão e psicoses (em pessoas com pré disposição, diga-se de passagem) e termina te dando um prazo, de 2 a 6 anos,  para o seu primeiro surto de esquizofrenia.

De acordo com o livro Mitos & Fatos, “não existe prova científica convincente de que a maconha cause danos psicológicos ou doença mental em adolescentes ou adultos. Alguns usuários ficam ansiosos após fumarem maconha o que pode provocar sensações de pânico, ansiedade e paranoia. Essas experiências podem ser assustadoras, mas os efeitos são temporários. Em doses mais elevadas, a maconha pode causar uma psicose tóxica temporária, mas isso é raro e ocorre quase sempre quando a maconha é comida em vez de fumada. A maconha não provoca mudanças profundas no comportamento das pessoas”.

Além disso, como já reportado pelo Blog da MaryJuana, um estudo recente afirma que a maconha não causa esquizofrenia. Na verdade, segundo um outro estudo reportado no site, a maconha poderia servir como tratamento para a esquizofrenia.

Fortalecer o discurso esquizofrênico do Dr. Ronaldo Laranjeira, Osmar Terra e Marisa Lobo, não é uma contribuição para a sociedade.

Performance escolar

Meio ponto para o doutor neste tópico. Ele insiste que a maconha cause danos severos ao cérebro e nós já falamos a dois tópicos atrás que não há base científica pra afirmar que o uso de maconha provoque deficiências cognitivas duradouras. Mas sejamos sensatos também, se a maconha afeta a memória de curto prazo e a atenção, seja um adolescente ou um adulto, o estudante jamais deve fumar um baseado para assistir uma aula. É certo que isso interferirá em seu aprendizado. Porém, também é certo que esses efeitos passarão como a desintoxicação e o estudante não ficara mais burro por ter fumado maconha. Nem aprenderá menos. Esse declínio deve ser creditado antes de mais nada à questões socioeconômicas distintas à maconha.

E aqui o doutor ganha meio ponto, pois reconhece que “o uso de maconha é mais frequente em situações sociais que interferem diretamente com a escolaridade: pobreza, desemprego, falta de estímulos culturais, insatisfação com a vida e desinteresse pela escola”.

Acidentes

O doutor afirma que existe correlação entre concentração de THC no sangue e a probabilidade de acidentes de trânsito. Bom, uma vez que se fumar maconha, você pode afetar, ainda que em mínimo grau, a sua coordenação motora e atenção, de certo que a maconha pode interferir na capacidade de dirigir.

Mas será que interfere mesmo? Para tirar essa dúvida, a CNN resolveu pegar alguns voluntários, dar maconha a la vontê pra eles, e colocá-los em um teste de volante. Veja como se saíram:

 

 

De qualquer forma, se for dirigir, o ideal é que não consuma nenhum tipo de droga. Seja maconha, tarja preta, ou álcool, ao pegar no volante toda atenção é necessária.

Câncer e doenças pulmonares

Drauzio Varella termina sua coluna de uma forma até engraçada. Os estudos mais recentes descartam a ligação entre maconha e câncer de pulmão. Sendo assim, ao invés de afirmar a relação direta entre câncer de pulmão e maconha, ele é obrigado a escrever que essa relação não pode ser afastada. Mas também fala uma verdade, o risco é muito menor do que o risco associado ao tabaco!

Aparentemente, o Dr. Drauzio não conhece os benefícios da vaporização, além de esquecer que maconha fumada é uma coisa e maconha ingerida é outra. Qual risco o THC ou qualquer outro canabinóide oferece aos nossos pulmões se comermos a maconha? Será que ele poderia explicar?

Vale lembrar que a fumaça da maconha se difere da fumaça do tabaco (e qualquer outra planta) pois possui os chamados canabinóides, que possuem diversas propriedades benéficas ao nosso corpo. Alguns desses canabinóides, como o CBD e o próprio THC, possuem propriedades anticancerígenas. Dessa forma, alguns cientistas acreditam que ao inalar a fumaça da maconha, mesmo que o usuário inale substâncias nocivas resultantes da combustão, ele também inala os canabinóides benéficos e anticancerígenos, anulando o efeito nocivo da fumaça. Esse efeito nocivo pode ser completamente anulado se o usuário utilizar um vaporizador ou comer a maconha, na forma de biscoitos ou sucos por exemplo.

Porém, para não terminar indicando um aspecto positivo (ou menos nocivo) da maconha, ele continua a apontar malefícios do uso da maconha, (uso crônico, durante anos), sendo obrigado, novamente, a admitir que o uso esporádico não oferece os mesmos riscos.  De todos os usuários de maconha, apenas uma pequena porcentagem faz o uso crônico, durante anos.  Mas a forma que o texto está construído só favorece os aspectos negativos.

No fim do texto, ainda afirma que os níveis de THC da maconha apreendida nos EUA subiu 4 vezes nos últimos 30 anos, tornando difícil a leitura e compreensão exata dos estudos. Se por um lado ele continua com um tom alarmista, apontando o aumento da potência da maconha, por outro ele lava as mãos em relação aos resultados das pesquisas – muito conveniente diga-se de passagem.

 

Na despedida do texto, Dr. Drauzio Varella se compromete a apontar, na próxima publicação, os benefícios da maconha. Será mesmo? Ele não conseguiria nem se ele tivesse uma edição de domingo inteira dedicada ao tema! Certamente fará algumas observações superficiais sobre os benefícios da maconha para algumas condições médicas, como câncer e glaucoma. Mas dificilmente ele dedicará 7 tópicos inteiros falando bem da ganja. A maconha é a planta mais versátil da natureza, servindo de matéria prima para milhares de produtos e centenas de aplicações medicinais, além de ser uma das melhores opções de sustentabilidade para o nosso planeta! Será que o doutor vai dichavar todo esse conteúdo em sua coluna na Folha, ou vai continuar sem querer se comprometer?

Mas também, temos que ser compreensivos com ele. Afinal, tantos anos envolvido com a elite da comunicação brasileira e órgãos conservadores podem ter forcado-o à um discurso mais conservador. O Dr. Drauzio Varella não é leigo no assunto, mas seu texto reflete claramente uma posição política. Infelizmente ele soltou um “Maconheiro deve ser louco…” logo na primeira frase de seu texto. Nós, do Projeto CHARAS não podíamos deixar passar. Principalmente depois de termos observado o tamanho da viralização do conteúdo. Não somos doutores em saúde, somos ativistas e estudiosos da maconha. Mas entendemos um pouquinho sobre o assunto, suficiente pra contestar tanto os argumentos do doutor, como a forma que ele os apresenta. Nossa missão é combater a propaganda falaciosa com informação, ciência e bom senso, principalmente quando a propaganda ganha tamanho alcance.

Estamos ansiosos para a próxima publicação do Dr. Drauzio. Se ele gastar só metade da energia que empregou nesta última, ficará mais que evidente a necessidade de acabar de uma vez com essa guerra insana, legalizando a maconha no Brasil e devolvendo a dignidade a pacientes e usuários.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s