Maconha pode ser alternativa contra o vírus Ebola?

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De acordo com o que a ciência já sabe sobre as propriedades medicinais da maconha, é muito provável que erva também tenha eficácia contra o vírus Ebola.

Existem grandes evidências científicas de que os canabinóides, em especial o canabidiol (CBD), podem regular o sistema imunológico e, por sua vez, fornecer proteção contra diversas infecções virais. A maconha é reconhecida por inibir fungos e bactérias, e pode ser considerada como uma nova classe de antimicrobianos devido ao diferente mecanismo de ação dos outros agentes antimicrobianos. Sendo assim, é importantíssimo que se investigue as possibilidades da maconha no combate ao vírus Ebola, pois existem grandes chances de resultados positivos.

Entendendo o Ebola

O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais, sendo transmitido por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.

Agentes de saúde frequentemente são infectados enquanto tratam pacientes com Ebola. Isso pode ocorrer devido ao contato sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção apropriados. Em algumas áreas da África, a infecção foi documentada por meio do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.

Ainda não há tratamento ou vacina para o Ebola. O tratamento padrão para a doença limita-se à terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea e tratar quaisquer infecções.

O Ebola é um organismo viral RNA bem complexo, que faz com que a célula o engula por pinocitose, sequestrando a célula para se multiplicar. Este processo pode envolver muitas mutações no código RNA do vírus, tornando muito difícil ou impossível a criação de uma vacina eficaz. Existem patentes dos EUA que mostram evidências de que os canabinóides possuem grande atividade anti-viral , contra o HIV por exemplo.

Normalmente as células infectadas por qualquer tipo de vírus produzem proteínas  de superfície que são identificadas como “estranhas”, e o sistema imunológico ataca estas células por serem identificadas assim. A infecção por Ebola faz com que as células infectadas produzam proteínas que escondem o vírus do sistema imunológico. Neste caso, essas  proteínas virais ajudam a camuflar as células infectadas, impedindo assim sua destruição. Este mecanismo permite que o vírus se esconda, ocultando a célula infectada e protegendo-a do sistema imunológico.

A causa de morte deste vírus é a própria resposta imunológica do organismo à infecção viral, fazendo com que a mortalidade e a morbidade da infecção sejam tão grandes. Em seguida, o vírus provoca as células assassinas do sistema imunológico para que estas liberarem as enzimas (citocinas). Esta liberação de enzimas faz com que outros linfócitos liberem ainda mais citocinas, resultando em uma tempestade, mais apropriadamente chamada de Tempestade de Citocina (hipercitocinemia).

A produção de citocinas acontece quando o sistema imunológico localiza algum invasor. Sua função é mandar as células do sistema imune para a área afetada, onde cada célula fará seu respectivo trabalho; outra função é produzir mais citocinas. Um corpo saudável consegue controlar a quantidade de citocina produzida e manter essas proteínas sob controle. E manter as citocinas sob controle significa manter as respostas imunes do seu corpo sob controle.

Durante uma tempestade de citocina, no entanto, o corpo nunca recebe a mensagem que cessa a produção dessas proteínas. Isso desencadeia um ciclo de estímulos, no qual o corpo se convence a produzir mais e mais citocinas, sem nunca receber a uma ordem para parar essa produção. As respostas imunes inflamatórias entram em parafuso. As consequências vão da febre alta (que pode matar por si só) e o acúmulo repentino de fluidos corporais e células imunes mortas (pus, no caso). Junte esse acúmulo de fluidos ao declínio na capacidade coagulante do sangue infectado, chamada de Coagulação Intravascular Disseminada (CID), cujo principal resultado será o sintoma mais famoso do ebola: sangue vazando de todos os orifícios do corpo.  Com a tempestade de citocina, ocorre também uma Síndrome do Choque Tóxico (SCT), causando a dilatação dos vasos sanguíneos, de tal forma que entram em estado de choque.E é ai que poderia entrar a maconha medicinal como uma alternativa de tratamento: os canabinóides são comprovadamente redutores e preventores de SCT e CID.

Maconha como alternativa

O vírus Ebola também ataca as aderências entre células causadas pelas “células assassinas” do sistema imunológico, promovendo a liberação de Fator de Crescimento Endotélio Vascular (VEGF), o que resulta na destruição da apertada junção celular e provoca uma fuga de fluído entre as células até ocorrer sangramento. A inibição de VEGF por canabinóides ajuda a evitar as hemorragias.

Canabinóides inibem o VEGF e inibem também o Glioma em tumores cerebrais através do mesmo mecanismo. Sendo assim, é razoável imaginar que a inibição do VEGF e de outras citocinas pelos canabinóides, durante uma infecção por Ebola, iria colaborar na sobrevivência do paciente à esta doença mortal. Parar a liberação de citocinas é fundamental no tratamento do Ebola.

A descoberta e aplicação do Sistema de Sinalização Endocanabinóide está provando ser o controle de praticamente todas as doenças da humanidade. Os canabinóides estão emergindo como uma nova classe de droga que trata infecções de bactérias, fungos e vírus por diferentes mecanismos de ação que não se encontra em qualquer outra classe de drogas.

Os canabinóides estão mostrando ter efeito “assassino”, atividade significativa para muitos vírus, como a Hepatite C e o vírus HIV. As patentes norte-americanas US 20070179135 e US 20080108647, são a prova de que os canabinóides inibem a multiplicação de muitos tipos de vírus diferentes. Estas patentes também provam que canabinóides diminuem a imunidade do corpo sobre a resposta estimulada com a infecção viral.

Assista à um vídeo explicativo sobre os possíveis efeitos da maconha contra o ebola:

 

 

Neste outro vídeo, o ex-governador do estado americano do Novo México e CEO da Cannabis Sativa Inc., em entrevista à FOX Business , afirma acreditar que a maconha possa ser benéfica contra o ebola:

 

 

Resumindo, todos os estudos na área, somadas com as patentes norte-americanas, provam a eficacia dos canabinóides na regulação do Sistema Imunológico, onde podem ser uma chave no tratamento do HIV, podendo traduzir-se como sobrevivência ao Ebola também. A maconha é a planta mais medicinal do planeta, com muitos benefícios e baixíssimo risco à saúde, e por isso deve ser levada em conta como estratégia no combate à esse vírus que já matou milhares de pessoas.

via Cannabis Digest

 

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