Hemp para biocombustível pode salvar o planeta

540129_433496503402815_1292454604_nBiocombustíveis à base de Cânhamo pode salvar o planeta!

Como já citado em outro artigo aqui do site, o cânhamo é o nome dado a planta de maconha que têm por finalidade apenas produzir fibras, sementes, ou para outros fins industriais. A distinção legal nos Estados Unidos para o que qualifica como o cânhamo é qualquer planta de maconha que contenha menos de 0,3% de THC. Recentemente, a Associação das Indústrias de cânhamo, um grupo de lobby nacional de cânhamo, emitiu um comunicado esclarecendo sua posição sobre o que tecnicamente pode ser chamado de cânhamo.

A HIA (Hemp Industries Association) tem levantado uma bandeira vermelha nas Stanley Brothers, no Colorado, e muitos outros em todo o país, que estão tentando alegar que qualquer linhagem com menos de 0.3% de THC é automaticamente cânhamo e o óleo que produzem é, assim, o óleo de cânhamo. A HIA vê isso como enganação aos consumidores, uma vez que o óleo de cânhamo é um produto alimentar e essas plantas de maconha não foram efetivamente produzidas em estoques de cânhamo. O óleo que está sendo vendido é realmente um óleo de haxixe e a palavra cânhamo está sendo usada aqui apenas como uma técnica de marketing. Esta estratégia é uma reminiscência de greenwashing, uma técnica em que os comerciantes fazem os consumidores acreditarem que algo é mais ambientalista do que realmente é, e assim passa a ser mais bem aceito socialmente.

Agora que nós já sabemos que o óleo extraído de algumas plantas industrializadas que se dizem “cânhamo” é na verdade óleo de haxixe, ou talvez óleo de maconha, mas certamente não é o óleo de cânhamo, vamos falar sobre o que o óleo de cânhamo realmente é e para que ele pode ser usado. O óleo de cânhamo, como mencionado acima, é um dos alimentos mais densos em nutrientes conhecidos pelo homem, o que deva ser a razão dos seres humanos ter vindo a cultivar essa planta mais tempo do que qualquer outra planta já conhecida.

O cânhamo é também uma planta muito densa de celulose, com entre 67-78% da planta feita de celulose, em comparação com a madeira que tem 40-50% e gramíneas que tem a mísera quantidade de celulose de 37%. O teor de celulose é importante porque a celulose é o constituente utilizado para a produção de biocombustíveis. Embora existam métodos alternativos para produzir biocombustíveis, tais como a conversão de açúcares em combustível, o método da celulose parece ser o mais eficiente, talvez por ele realmente poder produzir biocombustíveis neutros de carbono, ao contrário do etanol de milho, que tem grandes impactos humanos e ambientais. O etanol celulósico parece ser a opção mais promissora de combustível lá fora, mas vai demandar uma quantidade significativa de dinheiro para trazê-la para fora do laboratório e para as bombas de gasolina.

Neste momento três grandes escolas e pesquisadores estão olhando para o etanol celulósico e de biocombustíveis, especificamente do cânhamo. George Huber, na UMass Amherst e da Universidade de Madison, desenvolveu um método há vários anos para celulose ser convertida rapidamente em um combustível a custo muito baixo, ele agora está trabalhando para trazer esta tecnologia ao público através do Grupo de Pesquisa em Biocombustíveis Huber.

O professor Huber tem trabalhado pessoalmente com Bruce Dale da Universidade do Estado de Michigan, para o autor desta peça instigante sobre o futuro dos biocombustíveis. Huber e Dale sustentam que, enquanto temos de acabar com o uso de óleo e começar a usar os biocombustíveis, o cultivo de plantas para produzir biocombustíveis nunca vai fornecer combustível o suficiente. Isto faz com que o método seja ideal, ele pode usar qualquer parte da planta que seria descartada, mesmo que você colocasse para fora todas as semanas em seu vaso. Enquanto o lixo pode preencher as lacunas no sistema que vai precisar de algum cultivo agrícola para produzir a maior parte do combustível, especialmente no início, quando inicialmente a uma transição para uma economia de biocombustíveis. O professor Richard Parnas da Universidade de Connecticut se junta a eles como sendo o único pesquisador a analisar especificamente o cânhamo como base para a produção de biocombustíveis.

Não é só os biocombustíveis, porém, tudo o que a humanidade faz atualmente a partir do óleo pode ser feita a partir de bio-óleo de cânhamo. Você pode estar se perguntando por que eu só estou falando de cânhamo e não gramíneas ou outras opções, é porque o cânhamo é a matéria prima com mais baixo custo e com os rendimentos mais elevados lá fora. Junto com seu rápido crescimento, resistência a doenças e outras características positivas, não há opção melhor do que o cânhamo. A melhor parte do cânhamo é que ele é uma esponja de CO2, absorvendo muito mais CO2 em seu curto ciclo de crescimento do que muitas plantas maiores. Isto significa que se qualquer biocombustível tem uma chance de ser CO2 neutro ou mesmo negativo, ele é baseado em cânhamo.

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Maconha pode ser tratamento contra Apnéia do Sono

Novo estudo indica que o THC pode ser a solução para Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono.

Para quem não conhece, a Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), ou simplesmente Apneia do Sono, é uma síndrome que causa uma interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de pelo menos dez segundos e, por hipopneia, uma redução de 30% a 50% desse fluxo.

Os sintomas mais comuns são ronco, episódios visíveis de interrupção da respiração e sono excessivo durante o dia. O ronco pode ser excessivamente alto e interferir com o sono dos outros. Portadores de sintomas mais graves costumam acordar com sensação de sufocamento, refluxo esofágico, boca seca, espasmo da laringe e vontade de urinar.

O distúrbio ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo. Para ser mais exato, durante as crises, ela para de roncar por causa do bloqueio da passagem de ar pela faringe. A repetição dos episódios de apnéia tem como consequência a menor oxigenação do sangue, o que pode resultar em danos ao organismo.

Pois bem, um estudo publicado esta semana pela revista PLoS One, também publicado online pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, descobriu que a maconha pode ser uma opção de tratamento contra a SAOS.

Para a realização do estudo, pesquisadores da Universidade de Illinois usaram ratos com uma forma de apnéia do sono e injetaram neles antagonistas de receptores canabinóides (que imita o efeito dos canabinóides), bem como THC.

De acordo com os investigadores, “Estes resultados ressaltam o potencial terapêutico do Dronabinol (THC sintético) no tratamento da SAOS, que implicam na participação de ambos os receptores de canabinóides no efeito do Dronabinol para a eliminação da apnéia.”. Segundo os pesquisadores, 9% dos americanos possuem essa síndrome, e esse número tende a crescer.

Os resultados deste estudo, refletem os resultados de um outro estudo publicado em outubro no Respiratory Physiology & Neurobiology, que concluiu: “Estes resultados sublinham um grande potencial terapêutico do Dronabinol para o tratamento da apnéia obstrutiva do sono.”

Certamente, a utilização da maconha com níveis balanceados de THC deve ser tão eficaz ou mais que o Dronabinol no combate a SAOS, já que na maconha in natura é completa e possui outros canabinóides, oferecendo um efeito comitiva completo e beneficiando o corpo.

 

Maconha pode ser alternativa contra o vírus Ebola?

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De acordo com o que a ciência já sabe sobre as propriedades medicinais da maconha, é muito provável que erva também tenha eficácia contra o vírus Ebola.

Existem grandes evidências científicas de que os canabinóides, em especial o canabidiol (CBD), podem regular o sistema imunológico e, por sua vez, fornecer proteção contra diversas infecções virais. A maconha é reconhecida por inibir fungos e bactérias, e pode ser considerada como uma nova classe de antimicrobianos devido ao diferente mecanismo de ação dos outros agentes antimicrobianos. Sendo assim, é importantíssimo que se investigue as possibilidades da maconha no combate ao vírus Ebola, pois existem grandes chances de resultados positivos.

Entendendo o Ebola

O Ebola pode ser contraído tanto de humanos como de animais, sendo transmitido por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais.

Agentes de saúde frequentemente são infectados enquanto tratam pacientes com Ebola. Isso pode ocorrer devido ao contato sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção apropriados. Em algumas áreas da África, a infecção foi documentada por meio do contato com chimpanzés, gorilas, morcegos frutívoros, macacos, antílopes selvagens e porcos-espinhos contaminados encontrados mortos ou doentes na floresta tropical.

Ainda não há tratamento ou vacina para o Ebola. O tratamento padrão para a doença limita-se à terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea e tratar quaisquer infecções.

O Ebola é um organismo viral RNA bem complexo, que faz com que a célula o engula por pinocitose, sequestrando a célula para se multiplicar. Este processo pode envolver muitas mutações no código RNA do vírus, tornando muito difícil ou impossível a criação de uma vacina eficaz. Existem patentes dos EUA que mostram evidências de que os canabinóides possuem grande atividade anti-viral , contra o HIV por exemplo.

Normalmente as células infectadas por qualquer tipo de vírus produzem proteínas  de superfície que são identificadas como “estranhas”, e o sistema imunológico ataca estas células por serem identificadas assim. A infecção por Ebola faz com que as células infectadas produzam proteínas que escondem o vírus do sistema imunológico. Neste caso, essas  proteínas virais ajudam a camuflar as células infectadas, impedindo assim sua destruição. Este mecanismo permite que o vírus se esconda, ocultando a célula infectada e protegendo-a do sistema imunológico.

A causa de morte deste vírus é a própria resposta imunológica do organismo à infecção viral, fazendo com que a mortalidade e a morbidade da infecção sejam tão grandes. Em seguida, o vírus provoca as células assassinas do sistema imunológico para que estas liberarem as enzimas (citocinas). Esta liberação de enzimas faz com que outros linfócitos liberem ainda mais citocinas, resultando em uma tempestade, mais apropriadamente chamada de Tempestade de Citocina (hipercitocinemia).

A produção de citocinas acontece quando o sistema imunológico localiza algum invasor. Sua função é mandar as células do sistema imune para a área afetada, onde cada célula fará seu respectivo trabalho; outra função é produzir mais citocinas. Um corpo saudável consegue controlar a quantidade de citocina produzida e manter essas proteínas sob controle. E manter as citocinas sob controle significa manter as respostas imunes do seu corpo sob controle.

Durante uma tempestade de citocina, no entanto, o corpo nunca recebe a mensagem que cessa a produção dessas proteínas. Isso desencadeia um ciclo de estímulos, no qual o corpo se convence a produzir mais e mais citocinas, sem nunca receber a uma ordem para parar essa produção. As respostas imunes inflamatórias entram em parafuso. As consequências vão da febre alta (que pode matar por si só) e o acúmulo repentino de fluidos corporais e células imunes mortas (pus, no caso). Junte esse acúmulo de fluidos ao declínio na capacidade coagulante do sangue infectado, chamada de Coagulação Intravascular Disseminada (CID), cujo principal resultado será o sintoma mais famoso do ebola: sangue vazando de todos os orifícios do corpo.  Com a tempestade de citocina, ocorre também uma Síndrome do Choque Tóxico (SCT), causando a dilatação dos vasos sanguíneos, de tal forma que entram em estado de choque.E é ai que poderia entrar a maconha medicinal como uma alternativa de tratamento: os canabinóides são comprovadamente redutores e preventores de SCT e CID.

Maconha como alternativa

O vírus Ebola também ataca as aderências entre células causadas pelas “células assassinas” do sistema imunológico, promovendo a liberação de Fator de Crescimento Endotélio Vascular (VEGF), o que resulta na destruição da apertada junção celular e provoca uma fuga de fluído entre as células até ocorrer sangramento. A inibição de VEGF por canabinóides ajuda a evitar as hemorragias.

Canabinóides inibem o VEGF e inibem também o Glioma em tumores cerebrais através do mesmo mecanismo. Sendo assim, é razoável imaginar que a inibição do VEGF e de outras citocinas pelos canabinóides, durante uma infecção por Ebola, iria colaborar na sobrevivência do paciente à esta doença mortal. Parar a liberação de citocinas é fundamental no tratamento do Ebola.

A descoberta e aplicação do Sistema de Sinalização Endocanabinóide está provando ser o controle de praticamente todas as doenças da humanidade. Os canabinóides estão emergindo como uma nova classe de droga que trata infecções de bactérias, fungos e vírus por diferentes mecanismos de ação que não se encontra em qualquer outra classe de drogas.

Os canabinóides estão mostrando ter efeito “assassino”, atividade significativa para muitos vírus, como a Hepatite C e o vírus HIV. As patentes norte-americanas US 20070179135 e US 20080108647, são a prova de que os canabinóides inibem a multiplicação de muitos tipos de vírus diferentes. Estas patentes também provam que canabinóides diminuem a imunidade do corpo sobre a resposta estimulada com a infecção viral.

Assista à um vídeo explicativo sobre os possíveis efeitos da maconha contra o ebola:

 

 

Neste outro vídeo, o ex-governador do estado americano do Novo México e CEO da Cannabis Sativa Inc., em entrevista à FOX Business , afirma acreditar que a maconha possa ser benéfica contra o ebola:

 

 

Resumindo, todos os estudos na área, somadas com as patentes norte-americanas, provam a eficacia dos canabinóides na regulação do Sistema Imunológico, onde podem ser uma chave no tratamento do HIV, podendo traduzir-se como sobrevivência ao Ebola também. A maconha é a planta mais medicinal do planeta, com muitos benefícios e baixíssimo risco à saúde, e por isso deve ser levada em conta como estratégia no combate à esse vírus que já matou milhares de pessoas.

via Cannabis Digest

 

Legalização da maconha medicinal não afeta a taxa de usuários adolescentes

De acordo com um novo estudo, mais uma teoria proibicionista pode ser contestada, provando que a regulamentação é a melhor alternativa.

A aprovação de leis estaduais que legalizam a posse e comercio de maconha recomendada pelos médicos aos pacientes, não levou a um aumento do uso da planta entre os adolescentes, de acordo com uma pesquisa publicada pelo National Bureau of Economic Research – uma organização de pesquisa apartidária sediada em Cambridge, Massachusetts.

Pesquisadores das Universidade do Colorado, Oregon e Montana, avaliaram dados federais sobre o uso da maconha entre os jovens e os episódios de tratamento para os anos de 1993 à 2011 – um período de tempo em que 16 estados autorizaram o uso da maconha medicinal.

Os autores relataram:

” Nossos resultados não são consistentes com a hipótese de que a legalização da maconha medicinal causa um aumento do uso entre estudantes do ensino médio. De fato, as estimativas de nossa especificação preferida são pequenas, consistentemente negativa, e nunca são estatisticamente distinguível do zero”.

Uma análise publicada em abril pelo Journal of Adolescent Health, determinava a mesma coisa, ” Este estudo não encontrou um aumento do uso de maconha na adolescência relacionado com a legalização da maconha medicinal. Isso sugere que as preocupações com relação a influencia que a legalização da maconha medicinal tem sobre o uso adolescente, pode ter sido um exagero”.

STJ nega pedido de liberdade para Ras Geraldinho

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Às vésperas de completar  2 anos de prisão, o rastafari se vê mais uma vez vítima do preconceito e agora o caso vai para o STF.

Não precisamos nem falar o quão absurdo é a prisão de Ras Geraldo. Qualquer pessoa com o mínimo senso de justiça, consegue perceber como essa condenação fere os direitos básicos do ser humano, vai contra a constituição e é baseada em preconceitos. Geraldo Antonio Baptista, que hoje é um preso político, esteve funcional à sociedade a todo momento enquanto ainda era livre. Dentro de suas competências, os trabalhos que realizava iam de encontro as responsabilidades de um homem de bom caráter. Ras fazia sua parte, e partilhava com interessados seguimentos da religião Rastafari. Apesar disso, nunca obrigou ninguém a entrar lá e muito menos a consumir ganja.

Infelizmente a notícia que saiu no G1 nos confirma quanto o Brasil permanece atrasado, principalmente quando se trata de leis e drogas. Nesta quinta-feira (07/08), a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade (cinco votos a zero), pedido de liberdade feito pela defesa de Geraldo Antonio Baptista, conhecido como Rás Geraldinho Rastafári, líder da Primeira Igreja Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil, que prega a crença rastafári e o consumo de maconha.

Ras Geraldo foi detido em agosto de 2012, em Americana, no interior de São Paulo, porque a polícia encontrou 37 pés de maconha plantados na igreja. No ano passado, ele foi condenado a mais de 14 anos pelo crime de tráfico de drogas.

O advogado Rodrigo Mello Mesquita, que defende o líder religioso, pediu que o STJ reconhecesse que o cliente fez uso religioso da maconha e o libertasse com base no artigo quinto da Constituição, que garante a liberdade religiosa. Depois do resultado, ele afirmou ao G1 que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

“Levaremos ao Supremo Tribunal Federal porque entendemos que aquele tribunal é o ambiente adequado para essa discussão, que é constitucional”, afirmou Mesquita.

Como argumento, o advogado também menciona a legalização da maconha no Uruguai.

Segundo ele, o uso da maconha pelo cliente se deu no exercício de sua religiosidade, e ele não representa problemas para a sociedade.

“É fundador de uma igreja etíope, que professa a fé rastafariana, de origem africana, desenvolvida na Jamaica no fim do século 19 e no início do século 20. […] A discussão aqui tratada demanda análise profunda de questões antropológicas. É inviolável a liberdade de crença”, declarou.

O relator do pedido de liberdade, ministro Marco Aurélio Belizze, afirmou que o tema é “polêmico”, mas não cabe ao STJ analisar se o uso da maconha no contexto religioso é ou não permitido.

“Não vou entrar na discussão de fé, religião. Não temos essa função aqui. Este tribunal tem limites para a discussão. Não se pode trazer discussão se é melhor ou pior que o álcool. É momento oportuno de discussão, com a renovação no Executivo e no Legislativo. Mas o espaço do STJ é pequeno para a discussão sobre isso. Não há dúvida de que a droga é controlada socialmente, a atividade é crime, e o paciente sabia disso. Não estamos desconsiderando a sua fé.”

Todos os outros ministros da turma concordaram. A ministra Laurita Vaz aproveitou para afirmar que é contra a descriminalização da maconha.

“Maconha é caminho para outras drogas e para o fundo do poço. […] Vamos descriminalizar o uso de uma droga que só leva ao mal? Sou extremamente contra e queria mostrar minha posição”, disse.

Vemos como a condenação de Ras Geraldo é resultado de total desinformação sobre o assunto, no entanto é inadmissível que profissionais com tamanha responsabilidade em mãos, como é o caso da ministra Laurita Vaz citada acima, não esteja informada adequadamente a respeito das drogas e a política que as rege, deixando seus preconceitos e “achismos” interferirem de forma tão significativa na vida de alguém. Mas tudo bem, afinal não é a vida dela, né mesmo?!

Ras Geraldinho, assim como outros que ficarão na história pela coragem e força, não se deixou reprimir pelas leis mundanas e injustas que somos obrigados a enfrentar. Ele segue, firme e forte com sua verdade, paciente, sabendo que passar por isso não será fácil. Geraldo não abaixou a cabeça para esse sistema que estamos à mercê e seguiu fazendo exatamente aquilo que sentiu que deveria fazer, praticando sua religião com todo amor e fé que pode aplicar.

Mas a justiça ainda há de ser feita! Não é possível que o STF seja tão indiferente com tamanho absurdo. Precisa acabar com essa prisão injusta! O problema é a demora no processo, um tempo que ninguém poderá devolver à vida de Ras Geraldinho.

Senadores do Chile propõe projeto de legalização da maconha

Presidente do Senado, Isabel Allende Bussi, colocou em pauta a legalização da maconha.

Presidente do Senado, Isabel Allende Bussi, colocou em pauta a legalização da maconha.

País mostra que está cada vez mais maduro em relação à legalização e novo projeto entra na pauta do senado.

Isabel Allende Bussi, presidente do Senado do Chile, introduziu a legislação para legalizar a posse, o uso e o cultivo privado de maconha recreacional no Chile.

Os senadores Fulvio Rossi, Alfonso de Urresti, Carlos Montes, e Juan Pablo Letelier são co-patrocinadores do movimento. “É importante discutir essa matéria, levando-se em consideração os direitos básicos, se desejamos ser uma sociedade moderna e inclusiva”, afirma Bussi.

Sob a lei proposta, os chilenos serão autorizados a cultivar até três plantas de maconha – e terá permissão para possuir e usar o que essas plantas produzirem – desde que a maconha seja usada para uso pessoal e não para distribuição. A venda de maconha continuará sendo proibida.

Ainda que o consumo seja descriminalizado, o cultivo caseiro e acesso à planta ainda é ilegal. A proposta deverá ser discutida pelo Senado do país nas próximas semanas.

via Southern Pacific Review

Irlanda caminha para legalização da maconha medicinal

 A Irlanda está introduzindo regulamentos que permitirão tratamentos médicos à base de maconha, anunciou recentemente o Departamento de Saúde do país.

Medicamentos como Sativex – um spray oral derivado de maconha feita pela GW Pharma – já estão disponíveis em vários países europeus para pacientes com esclerose múltipla, por exemplo, mas na Irlanda ainda precisa de autorização especial.

Embora os órgãos reguladores da saúde tenham recomendado a aprovação do Sativex a cerca de dois anos, as mudanças legais que a fim de permitir esse tipo de  farmacêutico serão implementadas somente nas próximas semanas.

“A pesquisa em curso sobre os benefícios da maconha medicinal e seu extrato como medicamento – com base na maconha para os sintomas da EM (Esclerose Múltipla) tem mostrado a eficácia de tais tratamentos para aliviar espasticidade, distúrbios do sono, dor e outros sintomas associados com a EM”, disse Ava Battles, executiva – chefe da organização Esclerose Múltipla Irlanda.

“A EM Irlanda acredita que os pacientes devem ter acesso a todos e quaisquer tratamentos adequados e licenciados que iriam melhorar ou ajudar na gestão de sua condição.”

Sativex foi submetido a uma série de ensaios clínicos como um tratamento para sintomas relacionados com a EM. Cerca de 8.000 pessoas na Irlanda sofrem dessa condição.

A droga é vendida em farmácias com prescrição médica, de acordo com funcionários da Autoridade Reguladora Produtos de Saúde.

De qualquer forma, vale lembrar que apesar de os medicamentos à base de maconha estarem em processo de legalização, a planta em si ainda permanecerá proibida sob a nova lei. O que é uma pena, pois o auto cultivo é uma questão crucial para o tratamento médico com maconha, principalmente quando se trata da utilização dela como medicamento.

É claro que o Sativex jamais poderá ser comparado com a planta in natura, pois o tratamento direto com a planta é muito mais eficaz, porém é um primeiro passo. Em um governo cujo Ministro da Saúde anunciou recentemente que a maconha é a “porta de entrada” para outras drogas, esta mudança de ventos é no mínimo animadora! Pelo menos a Irlanda está dando um passo pra frente, na direção da legalização, enquanto o Brasil continua negligenciando tratamento digno para quem  precisa.

via Irish  Examiner