Maconha é 114 vezes mais segura que álcool, afirma estudo

Um estudo científico comparou os efeitos de sete drogas recreativas nos seres humanos e concluiu que a maconha é a menos mortal delas. O álcool foi considerado a mais mortal, seguido por heroína, cocaína, tabaco, ecstasy, metanfetaminas e, finalmente, maconha.

Os pesquisadores afirmam que o álcool é 114 vezes mais mortal que a maconha. Para chegar a essa conclusão, eles compararam a dose usualmente consumida de cada droga com a dose considerada fatal.

A conclusão foi que consumidores de maconha ficam, normalmente, muito distantes da dose que seria mortal para eles. Por isso, a maconha foi a única das sete drogas classificada como tendo “baixo risco de mortalidade”. As demais foram distribuídas nas categorias de médio e alto risco.

Essas conclusões devem ser vistas com muita cautela. Os pesquisadores não avaliaram outros danos causados pelas drogas aos consumidores. Eles se concentraram apenas no risco de overdose.

Eles também não avaliaram riscos colaterais, como a transmissão de doenças no uso de drogas injetadas com agulhas compartilhadas.

Evidências práticas mostram que o consumo moderado de álcool, por exemplo, é razoavelmente seguro, enquanto o uso regular de heroína pode ser devastador. E os autores da pesquisa não negam isso.

Eles só dizem que, na média, quem bebe tende a chegar mais perto da dose mortal do que quem usa heroína.

O estudo foi publicado na revista Scientific Reports. Traz a assinatura de Dirk Lachenmeier, PhD em química de alimentos e toxicologia da universidade alemã de Karlsruhe; e Jürgen Rehm, diretor do Centro de Saúde Mental e Vícios de Toronto, no Canadá.

via Exame

Maconha pode ser tratamento contra Apnéia do Sono

Novo estudo indica que o THC pode ser a solução para Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono.

Para quem não conhece, a Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), ou simplesmente Apneia do Sono, é uma síndrome que causa uma interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de pelo menos dez segundos e, por hipopneia, uma redução de 30% a 50% desse fluxo.

Os sintomas mais comuns são ronco, episódios visíveis de interrupção da respiração e sono excessivo durante o dia. O ronco pode ser excessivamente alto e interferir com o sono dos outros. Portadores de sintomas mais graves costumam acordar com sensação de sufocamento, refluxo esofágico, boca seca, espasmo da laringe e vontade de urinar.

O distúrbio ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo. Para ser mais exato, durante as crises, ela para de roncar por causa do bloqueio da passagem de ar pela faringe. A repetição dos episódios de apnéia tem como consequência a menor oxigenação do sangue, o que pode resultar em danos ao organismo.

Pois bem, um estudo publicado esta semana pela revista PLoS One, também publicado online pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, descobriu que a maconha pode ser uma opção de tratamento contra a SAOS.

Para a realização do estudo, pesquisadores da Universidade de Illinois usaram ratos com uma forma de apnéia do sono e injetaram neles antagonistas de receptores canabinóides (que imita o efeito dos canabinóides), bem como THC.

De acordo com os investigadores, “Estes resultados ressaltam o potencial terapêutico do Dronabinol (THC sintético) no tratamento da SAOS, que implicam na participação de ambos os receptores de canabinóides no efeito do Dronabinol para a eliminação da apnéia.”. Segundo os pesquisadores, 9% dos americanos possuem essa síndrome, e esse número tende a crescer.

Os resultados deste estudo, refletem os resultados de um outro estudo publicado em outubro no Respiratory Physiology & Neurobiology, que concluiu: “Estes resultados sublinham um grande potencial terapêutico do Dronabinol para o tratamento da apnéia obstrutiva do sono.”

Certamente, a utilização da maconha com níveis balanceados de THC deve ser tão eficaz ou mais que o Dronabinol no combate a SAOS, já que na maconha in natura é completa e possui outros canabinóides, oferecendo um efeito comitiva completo e beneficiando o corpo.

 

Maconha não diminui notas nem QI de jovens, diz estudo

Uso de maconha de forma moderada não afeta o desempenho intelectual ou educacional de adolescentes

a nova pesquisa garante que – ao contrário do que já foi dito em pesquisas anteriores – o uso de maconha de forma moderada não afeta o desempenho intelectual ou educacional de adolescentes. As informações são do The Independent.

Segundo a publicação, o estudo foi feito pelo Instituto Avon de Estudos Longitudinais entre Pais e Filhos e apresentado no congresso anual do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia (ECNP), em Berlim, no início desta semana. A conclusão da pesquisa é de que o uso da droga não causa piores resultados em exames acadêmicos e nem mesmo diminui o QI dos usuários.

A pesquisa foi feita com 2.612 crianças, que foram submetidas a testes de QI com oito anos de idade e, novamente, quando tinham 15 anos. Em ambas as idades, eles responderam também a uma pesquisa sobre o uso de maconha.

De acordo com os resultados da pesquisa, o uso de maconha não pode ser declarado como um fator predominante para que os adolescentes tenham dificuldades acadêmicas. “Isso pode sugerir que os resultados anteriores, que mostram um menor desempenho cognitivo em usuários de maconha, podem ter considerado o estilo de vida, o comportamento, a história pessoal, mais do que o próprio uso da maconha em si”, disse o chefe da pesquisa, Claire Mokrysz, que também leciona na Universidade de Londres.

Com isso, a educação passa por um momento de reflexão: as crianças que usam a dorga e vão mal na escola vão mal porque estão fumando maconha, ou eles fumam maconha porque estão indo mal na escola?. Este último estudo sugere que dizer que a maconha é sempre o problema, pode ser uma análise simples e superficial de algo mais complexo.

via Terra

 

Maconha pode ser o melhor tratamento para fibromialgia

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Os benefícios que a maconha traz à pacientes com fibromialgia já são bastante conhecidos pela classe médica, e cada vez mais usuários medicinais vem aderindo essa alternativa como forma de tratamento.

Uma nova pesquisa da Fundação Nacional da Dor dos EUA sugere que a maconha medicinal pode estar no topo dos medicamentos atualmente disponíveis para o tratamento da fibromialgia.

A pesquisa foi realizada on-line, com mais de 1.300 pacientes com o transtorno de dor crônica, para avaliar a eficácia dos inúmeros tratamentos adotados. A maconha medicinal foi comparada com as três únicas drogas aprovadas pela FDA para a fibromialgia: Savella, Lyrica e Cymbalta.

Apenas 8% dos pacientes que tentaram Cymbalta, e 10% que tentaram Lyrica ou Savella, consideram essas drogas como sendo “muito eficaz” para gerenciar os sintomas do transtorno. Para cada um dos três medicamentos, mais de 60 % dos pacientes relataram “não ajudar em nada”.

Por outro lado, 62% dos pacientes que tentaram maconha medicinal avaliaram ela como “muito eficaz”. Outros 33 % disseram que “ajuda um pouco”, e apenas 5% sentiram que o uso de maconha para a fibromialgia “não ajuda em nada”.

“Eu não encontrei nada que tenha funcionado para mim, além da maconha”, explicou um paciente na pesquisa. “Nada além da maconha medicinal ajudou na dor”, escreveu outro .

A fibromialgia é uma desordem do sistema nervoso central que afeta 2-4% da população, predominantemente mulheres. Mas, enquanto os cientistas ainda desvendam o enigma sobre a verdadeira causa da fibromialgia, as últimas descobertas não são exatamente uma surpresa.

Em um estudo de 2011 realizado por pesquisadores espanhóis, os pacientes que usaram maconha mostraram melhorias na dor, rigidez, relaxamento e percepção de bem-estar. “O uso da maconha foi associada a efeitos benéficos para alguns sintomas da fibromialgia”, observou os autores.

Da mesma forma, uma pesquisa em 2012 constatou que 1 em cada 8 canadenses que vivem com fibromialgia dependem da maconha para lidar com seus sintomas.

“Acreditamos que há provavelmente um papel para essa classe de compostos, os canabinóides em geral”, explica o Dr. Mark Ware, professor de anestesia na Universidade McGill e co-autor do estudo canadense. “É apenas uma questão de trabalhar a forma como vai ser posto em prática”, acrescenta .

Um estudo anterior do Dr. Ware e sua equipe revelaram que Nabilona, uma pílula que contém o ingrediente ativo da maconha, o THC , pode ajudar pessoas que sofrem de fibromialgia dormir melhor. Nabilona também demonstrou reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida em pacientes com a desordem.

Ainda assim, alguns pacientes preferem a maconha in natura ao invés de versões sintéticas, que são conhecidas por terem efeitos colaterais mais potentes.

“Eu tenho pacientes com uma variedade de síndromes de dor que falharam com todos os seus outros tratamentos, e a maconha tem sido a única opção razoável que eles têm para o controle de seus sintomas, ” diz o Dr. Ware.

Muitas pessoas e até mesmo alguns usuários ainda não possuem a noção da importância que a maconha tem na medicina, em suas diversas vertentes para uma grande variedade de doenças e transtornos. Com as pesquisas e relatos de pacientes que se beneficiam com essa forma de tratamento, podemos ajudar e mostrar à outras pessoas que também necessitam, um outro meio de tratamento, muitas vezes bem mais eficaz, saudável e barato do que os convencionais derivados da indústria farmacêutica.

 

Terapia psicodélica: o LSD pode ajudar contra a ansiedade e depressão em pacientes com doenças terminais

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Primeiro estudo terapêutico com LSD em 40 anos mostra resultados positivos para ansiedade e depressão em pacientes com doenças terminais

Saem os antidepressivos e ansiolíticos, abrem-se as portas da percepção. Um estudo da MAPS (Associação Multidisciplinar Para Estudos Psicodélicos) publicado em janeiro afirma que o LSD, aliado à psicoterapia, pode ser eficaz no tratamento de ansiedade e depressão em pacientes com doenças terminais. Os testes, realizados na Suíça, ainda são restritos — eles envolveram apenas 12 voluntários. Mas trazem as primeiras evidências científicas sobre o uso medicinal da droga desde 1973, quando as pesquisas foram restritas nos EUA.

O sonho hippie estava acabando e as políticas de combate às drogas entravam no seu auge. Sintetizado pelo químico suíço Albert Hofmann, o LSD foi testado em mais de 40 mil pessoas até 1965. Celebridades como o ator Cary Grant participaram de sessões de psicoterapia e expansão da consciência sob efeito do LSD antes dos Beatles o experimentarem. Francis Crick, vencedor do Nobel da Ciência em 1962, iniciou sua pesquisa sobre o DNA com base nas visões de uma viagem de ácido. Psiquiatras das Forças Armadas Americanas ministravam psicodélicos para manipular depoimentos de prisioneiros da Guerra Fria, enquanto os jovens faziam uso recreativo da droga.

Os condutores da nova pesquisa acreditam no potencial do LSD. “A droga interage com neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, provocando uma espécie de sonho acordado muito vívido, que leva os pacientes a um profundo contato com suas pendências e ao enfrentamento de seus medos”, afirma o psiquiatra Peter Gasser, coordenador do estudo. Os 12 voluntários passaram por 30 sessões: 22 com uma dose de 200 mg, e oito com a dose placebo de 20 mg. “Devido a repressões na infância, uma das pacientes se queixava de dificuldade para expressar alegria. Durante a experiência, libertou-se a ponto de dançar pela sala e pediu para passar as mãos sobre as costas macias de uma vaca”, diz Gasser.

Não houve efeitos colaterais graves como flashbacks, surtos psicóticos ou ansiedade severa. Só foram aceitos pacientes sem histórico de problemas mentais, como a esquizofrenia. Nenhum medicamento psiquiátrico foi utilizado. “Não indicamos a terapia com LSD a pessoas muito jovens, que ainda não têm repertório de enfrentamento para lidar com algumas vivências”, afirma Gasser.

Rick Doblin, fundador e presidente da MAPS, acredita que novas pesquisas devem apontar alternativas a medicamentos psiquiátricos tradicionais. “As pessoas já demonstram descrença na indústria farmacêutica e tendência à aceitação de outras substâncias para finalidade médica e espiritual. A exploração do subconsciente e da espiritualidade é um direito humano fundamental”, opina. Para ele, a regulação do LSD com finalidade terapêutica é mais fácil que a da maconha. “Temos ótima relação com órgãos como FDA (FoodAndDrugAdministration) e DEA (DrugEnforcementAdministration)”, explica.

Os testes custaram US$ 200 mil e foram subsidiados por simpatizantes. “Pedimos apoio a instituições governamentais e grandes fundos de pesquisa, mas eles consideraram politicamente arriscado. Talvez agora seja mais fácil conseguir”, diz Doblin. A organização também planeja novos estudos legais sobre o uso medicinal do MDMA (ecstasy), maconha, ibogaína e ayuasca para tratamentos direcionados à ansiedade, estresse pós-traumático e dependência química. Os próximos grupos devem ser montados no México e Nova Zelândia.

via Galileu

Entenda como o THC ajuda a eliminar as células cancerígenas por completo

 Apesar do ceticismo de parte da sociedade, cada vez mais pesquisas vem comprovando os benefícios da maconha no combate ao câncer.

A biologista Dra. Christina Sanchez, é uma biologa molecular da Universidade Compultense de Madri, que passou a última década estudando os efeitos anti câncerígenos dos canabinoides. Neste vídeo, ela explica de maneira clara como o THC (o principal canabinoide da maconha e que possui efeito psicoativo) mata as células cancerígenas por completo.

Ao longo do vídeo, produzido pela CannabisPlanet.Tv, a Dra. Sanchez explica sobre o descobrimento do THC por Raphael Mechoulam até as propriedades terapêuticas do CBD.

Após a descoberta do THc pelo Dr. Mechoulam, em 1964, as pesquisas seguintes nos anos 80 descobriram os que possuímos receptores que interagem com os canabinoides da maconha.

Ficou claro que nós deveríamos produzir alguma coisa que interagisse com esses receptores canabinóides. Dessa forma, essa descoberta veio a provocar uma outra descoberta ainda mais interessante: na verdade, nós possuímos e sintetizamos canabinoides internos, os chamados endocanabinóides (porque são produzidos dentro do nosso corpo).

Esses compostos, juntamente com os receptores, a produção desses canabinóides, são chamados de sistema endocanabinóide, e é responsável por regular uma série de funções biológicas, como a locomoção, apetite, reprodução, circulação, respiração e muita, muitas outras funções. É por esse motivo que a planta tem tanto potencial terapêutico.

A Dra. Sanchez também explica sobre os avanços nos estudos sobre os efeitos anti cancerígenos dos canabinóides, onde constataram a redução de tumores com a administração desses canabinóides. De alguma maneira os canabinóides administrados mataram as células cancerígenas. então eles decidiram fazer experimentos em modelos vivos, e puderam constatar os mesmos efeitos anti tumorais serem reproduzidos nesses modelos.

Com essas pesquisas – não só a equipe dela, mas diversas outras equipes de pesquisas espalhadas pelo mundo que possuem resultados semelhantes – os cientistas tem evidências suficientes para afirmar que os compostos canabinóides da maconha são um tratamento efetivo contra diversos tipos de câncer, onde matam as células cancerígenas, sem afetar as células saudáveis.

Ela afirma também que a equipe de cientistas já entrou em contato com diversos oncologistas e que estes já se dispuseram a iniciar os testes desses componentes em pacientes humanos. Vejam bem, as provas definitivas da cura do câncer estão à caminho!

Após isso segue uma breve explicação sobre o Canabidiol (CBD), talvez o segundo canabinóide mais importante da planta cannabis. Ele tem um efeito não psicoativo, e contra-balança o efeito efeito psicoativo da maconha em relação ao THC. Quanto mais CBD, menos psicoativa a erva será.

Este canabinóide é um potente antioxidante, protege o cérebro contra danos e stress, por exemplo, além de ter um fortíssimo efeito anticancerígeno, sendo responsável pela redução de diversos tipos de tumores.

O que é o Óleo de Maconha (Hemp Oil, RSO)? Como produzir? Leia mais.
Casos de pacientes que se beneficiaram do tratamento medicinal à base de maconha. Leia mais.

Regulamentar a produção, distribuição e venda desse medicamento pode significar a diferença entre a vida e a morte milhares de pacientes que lutam, contra diversas doenças, principalmente o câncer.

 

Maconha combate a degeneração da retina

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Já é sabido que a maconha é extremamente útil à pacientes com glaucoma, pela sua capacidade de expandir as veias do globo ocular, reduzindo assim a pressão intraocular ocasionada pela doença.  Porém ela parece oferecer mais benefícios à visão, uma vez que ajuda não só na circulação e pressão do sangue, mas também na saúde da retina.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Departamento de Fisiologia da Universidade de Alicante, publicado na edição da revista Experimental Eye Research deste mês e publicado on-line pelo Instituto Nacional de Saúde, descobriu que os canabinóides – compostos naturais da maconha – podem atrasar a degeneração da retina em pacientes com retinite pigmentosa, uma doença ocular que muitas vezes provoca cegueira.

“Os canabinóides têm demonstrado exercer efeitos neuro protetores em diferentes tipos de lesões neuronais”, é como começa a publicação. Segundo os pesquisadores, o objetivo do estudo é abordar o potencial terapêutico dos canabinoides ” na degeneração dos fotorreceptores, conectividade sináptica e atividade funcional da retina em ratos P23H transgênico.”

Os pesquisadores descobriram que: “Estes resultados indicam que HU210 (um canabinóide sintético) preserva o cone e a haste da estrutura e função, bem como seus contatos com os neurônios pós-sinápticos, em ratos P23H”.

Eles concluem: “Estes dados sugerem que os canabinóides são potencialmente úteis para retardar a degeneração da retina em pacientes de retina pigmentosa.”

Esse é apenas mais um estudo que indica os benefícios da maconha para a visão. Já é clichê falar que maconha trata glaucoma (efeito dilatação dos vasos sanguíneos oculares), mas a ciência nos diz que não acaba por ai. Os argumentos proibicionistas já não se sustentam mais, e a medicina é a principal trilha para a legalização da ganja. Que o Brasil entenda isso, e mude suas leis o quanto antes, pois são muitos os que precisam desse medicamento milenar.