Maconha não diminui notas nem QI de jovens, diz estudo

Uso de maconha de forma moderada não afeta o desempenho intelectual ou educacional de adolescentes

a nova pesquisa garante que – ao contrário do que já foi dito em pesquisas anteriores – o uso de maconha de forma moderada não afeta o desempenho intelectual ou educacional de adolescentes. As informações são do The Independent.

Segundo a publicação, o estudo foi feito pelo Instituto Avon de Estudos Longitudinais entre Pais e Filhos e apresentado no congresso anual do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia (ECNP), em Berlim, no início desta semana. A conclusão da pesquisa é de que o uso da droga não causa piores resultados em exames acadêmicos e nem mesmo diminui o QI dos usuários.

A pesquisa foi feita com 2.612 crianças, que foram submetidas a testes de QI com oito anos de idade e, novamente, quando tinham 15 anos. Em ambas as idades, eles responderam também a uma pesquisa sobre o uso de maconha.

De acordo com os resultados da pesquisa, o uso de maconha não pode ser declarado como um fator predominante para que os adolescentes tenham dificuldades acadêmicas. “Isso pode sugerir que os resultados anteriores, que mostram um menor desempenho cognitivo em usuários de maconha, podem ter considerado o estilo de vida, o comportamento, a história pessoal, mais do que o próprio uso da maconha em si”, disse o chefe da pesquisa, Claire Mokrysz, que também leciona na Universidade de Londres.

Com isso, a educação passa por um momento de reflexão: as crianças que usam a dorga e vão mal na escola vão mal porque estão fumando maconha, ou eles fumam maconha porque estão indo mal na escola?. Este último estudo sugere que dizer que a maconha é sempre o problema, pode ser uma análise simples e superficial de algo mais complexo.

via Terra

 

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Maioria dos brasileiros apoiam a legalização da maconha para fins medicinais, segundo estudo

pesquisa expertise

Infográfico produzido pela Expertise. Clique na imagem para visualizar.

Com a legalização da maconha se espalhando pelo mundo, surgem novos dados mostrando que a população brasileira já tem maturidade e consciência suficiente para regulamentar o uso medicinal da erva.

Se dependesse da vontade do povo, hoje, usuários medicinais brasileiros já poderiam desfrutar dos benefícios dos tratamentos à base de maconha. É o que afirma uma recente pesquisa online feita pela Expertise, uma empresa de inteligência de mercado sediada em Belo Horizonte.

Para o levantamento, a Expertise utilizou a plataforma Heap Up, e contou com a participação de 1.259 pessoas. A pesquisa afirma que 57% dos brasileiros apoiam a legalização da maconha para fins medicinais, contra 37% que são contra. Os dados também atestam que 26% da população já experimentou a ganja em algum momento da vida, e 4% desses afirmam consumí-la diariamente.

Entretanto, a pesquisa também aponta uma profunda ignorância da população em relação ao que realmente vem a ser a maconha e seus efeitos nocivos. É comum ouvirmos falar que a ganja pode ser utilizada medicinalmente (boa parte das pessoas já ouviram isso em algum momento da vida), mas é impressionante como não conseguem perceber a clara diferença entre a ganja e as demais drogas, principalmente as já legalizadas.

Segundo a mesma pesquisa, 78% dos entrevistados consideram a maconha tão ou mais prejudicial que as bebidas alcoólicas, e 74% afirmam que ela é tão ou mais nociva que o tabaco. Esse é um forte indicativo de como os coletivos que lutam pela legalização podem trabalhar, reforçando as diferenças gritantes entre todas essas substâncias, e exemplificando como um mercado regulamentado é muito melhor que o comércio ilegal.

Segundo o CEO da Expertise, Christian Reed, o que mais chamou a atenção na pesquisa foi a grande diferença entre as respostas de quem já fumou maconha e quem nunca experimentou. “Fica claro que as opiniões são muito divergentes e que o assunto ainda é polêmico. Não há um consenso entre a população, o que só comprova que está mais do que na hora de se iniciar um amplo debate sobre o tema”, afirma Reed.

Apesar de ser uma pesquisa com resultados modestos para a legalização no Brasil, não deixa de ser muito significativo, já que é a primeira vez que uma pesquisa aponta que a maioria da população apoia a legalização da maconha para fins medicinais. Quem sabe, à curto prazo, pelo menos usuários medicinais possam ter mais paz e dignidade em seus tratamentos. É uma luta que só está começando, mas pode ganhar um grande destaque impulsionada pelas mudanças no nosso vizinho Uruguai e em diversos outros países, além dos EUA.

O mundo está mudando, acordando para a maconha. Por praticamente cem anos a planta mais medicinal do planeta foi proibida, mas as pessoas começam a perceber que ela está aqui para ajudar e não prejudicar. Se usada com sabedoria e respeito, a maconha pode ser uma das maiores e mais importantes amigas da humanidade. Será que o Brasil vai acompanhar essa mudança global e garantir esse valioso medicamento à seus pacientes? Bom, segundo essa pesquisa, a aprovação da sociedade já temos, só falta a mudança na lei.

 

Maioria nos EUA é a favor da legalização da maconha

Los Angeles To Not Enforce Ban On Marijuana Dispensaries

Pela primeira vez a maioria dos norte-americanos se diz favorável à legalização da maconha. Uma sondagem realizada pelo canal de televisão CNN e a empresa de pesquisas ORC International mostrou que 55% dos entrevistados é a favor da marijuana. Por outro lado, 44% das pessoas dizem ser contra a legalização da planta.

A pesquisa foi realizada em todo o país após a polêmica sobre a permissão da abertura de “coffee shops” no Colorado e em Washington. Nestes locais será permitido o uso recreativo da maconha.

A sondagem também mostra como a opinião pública vem mudando. Em 1987, somente 16% dos norte-americanos gostariam que a maconha fosse legalizada, passando para 26% em 1996, 34% em 2002 e 43% dois anos atrás.

via ANSA

O jogo virou: 58% dos americanos querem a legalização da maconha

Legalização da maconha nos EUA tem a maior aceitação da história.

Parece que a proibição da maconha está mesmo com os dias contados nos EUA. A Gallup divulgou novos dados sobre o assunto e segundo a pesquisa 58% dos americanos querem a legalização da erva, enquanto 39% são contra. O resultado está significantemente acima da última pesquisa feita em 2012, quando apenas 48% dos americanos eram a favor, contra os 50% que se opunham à mudança de lei. Pra se ter uma noção da magnitude do resultado, em 1969 pesquisas apontavam que apenas 12% dos americanos eram a favor da legalização.

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O apoio à legalização tem crescido muito nos últimos anos, num ritmo sem precedentes. A Gallup observa que “quaisquer que sejam os motivos para uma maior aceitação da maconha pelos americanos, é provável que esta dinâmica impulsione ainda mais os esforços de legalização no país. Os defensores da legalização defendem que regulamentar e tributar a maconha pode ser financeiramente mais vantajoso para os municípios e estados de todo o país.”

“O povo americano está atento ao problema que é a proibição da maconha e vai colocar o gênio de volta à garrafa. Depois da aprovação da legalização no Colorado e Washington em 2012, o povo deste país entende que uma nova abordagem política da maconha é necessária e ao mesmo tempo possível”, afirma Erik Altieri, Gerente de Comunicações da Norml. “A maioria dos americanos concorda que é hora de legalizar e regulamentar a maconha. A questão já não pode mais ser ignorado ou marginalizado”, conclúi.

O apoio mais forte vem da faixa de idade de 18-29 anos com 67%; 30-49 anos segue com 62% de aprovação; os Democratas somam 65% e os Independentes 62%. Os únicos grupos demográficos importantes que não apoiam são os maiores de 65, com apenas 45% de aprovação e os republicanos com 35%.

De fato, o berço do proibicionismo está sofrendo um revés que jamais poderia imaginar. O povo americano está mostrando que já entendeu que a guerra às drogas é uma guerra perdida e que a maconha não é uma erva demoníaco como o hilário Reefer Madness acusa.

Por lá a legalização nacional é apenas uma questão de tempo e não vai demorar muito. Países como Itália, Suíça e Romênia são os mais recentes a mudar sua política em relação à maconha. Jamaica, México e Uruguai prometem ser os próximos destaques da legalização. Tomara que esse clima chegue por aqui e consigamos derrubar o temível PLC 37/2013 (antigo PL 7663/10). Esse projeto vai contra todos as novas iniciativas mundiais em relação à política de drogas e abusa da ignorância para conseguir aprovação popular. Além desse pesadelo, ainda tem a lerdeza do STF em julgar o RE 635659, que pode criar jurisprudência e nos beneficiar com a descriminalização.

Enquanto nos EUA sobra consciência, por aqui parece estar faltando muita pressão.

Usuários de maconha não têm uso maior de serviços de saúde, diz pesquisa

Medical_Marijuana_Jac_Gorc_t670Pesquisadores dos EUA não encontraram diferença na saúde geral entre aqueles que usam maconha todo dia e quem não usa a erva 

*PC: Uma pesquisa que combate o argumento proibicionista de que a regulamentação da maconha afetaria de forma geral a saúde da sociedade e aumentaria o uso dos serviços de saúde.

Com a legalização da maconha se tornando uma realidade em cada vez mais estados nos EUA, há uma preocupação crescente em descobrir os impactos dessa medida na saúde pública. Com a legalização, no entanto, fica mais fácil registrar e estudar usuários da droga, e foi isso que a Universidade de Boston fez para descobrir que não há uma associação entre a frequência do uso de maconha e a saúde ou um maior uso dos serviços de saúde por parte do usuário.

589 adultos que usam drogas (não só maconha) foram questionados sobre a frequência de uso de drogas, a frequência com que visitam o pronto-socorro e com que sofrem hospitalizações, além de outras informações sobre diagnósticos médicos e sua saúde em geral.

84% dos estudantes afirmaram que usam maconha, 25% faz uso de cocaína, 23% de opióides e 8% de outras drogas. Desse total, 58% usa apenas maconha. E os pesquisadores não encontraram diferença no uso de serviços de saúde nem na saúde geral entre aqueles que usam maconha todo dia e quem não usa a droga.

O médico que conduziu a pesquisa, Daniel Fuster, disse que embora eles não tenham comparado usuários de maconha a não-usuários, ele afirma que é muito baixo o efeito detectado do uso de maconha na saúde e no uso de serviços de saúde de um usuário.

Fonte: Galileu

Testes de Drogas em xeque: exercício físico aumenta os níveis de THC

Como se os testes de maconha já não fossem bastante complicado o bastante, uma pesquisa agora mostra que na verdade, exercícios físicos podem aumentar a concentração de THC no sangue.

O problema do THC é que – ao contrário de outros metabólitos – o THC é armazenado nas células de gordura dos usuários regulares de maconha. Estudos anteriores já mostravam que ele pode ficar no corpo por cerca de um mês – em alguns casos, até seis meses – desde a última carburada.

Dessa vez uma equipe de cientistas australianos mostram que o exercício físico pode levar a um aumento de THC no sangue devido à queima de gordura. Os resultados dessa pesquisa foram publicados na Drug Alcohol and Dependence.

O principal autor da pesquisa, Iain McGregor, professor de farmacologia da Universidade de Sydney, explicou as implicações de suas conclusões ao ABC Science.

“Alguém que seja submetido a testes de drogas no local de trabalho, na estrada depois de uma visita ao ginásio ou após uma atividade física pode acabar com o teste positivo, mesmo que a pessoa não tenha fumado maconha recentemente.”

Além disso, o estudo aponta outro detalhe: pessoas com o IMC superior apresentaram resultados com níveis maiores de THC. Indivíduos mais obesos tinham os niveis mais altos de THC no sangue, independentemente da quantidade de maconha que tenham consumido no dia anterior.

“Quanto mais gordura você tem em seu corpo, mais é o seu reservatório de THC”, explicou McGregor.

Para esse estudo, os pesquisadores recrutaram 14 usuários regulares de maconha e retirou amostras de sangue antes e depois de 35 minutos de exercícios físicos em uma bicicleta ergométrica.

Embora os níveis de THC não fosse o suficiente pra dar uma “brisa” de verdade, eram suficientemente altos para serem notados em qualquer teste de drogas padrão.

McGregor acredita que os resultados tem implicações generalizadas.

“Alguém sofre um acidente feio de carro… o estresse pode causar nessa pessoa uma queima de gordura e dessa forma aumentar o seu nível de THC, e se fosse feito um teste de drogas, com certeza daria positivo.”

A equipe de pesquisadores pretende repetir o estudo em um grupo maior de pacientes, a fim de proporcionar uma visão mais aprofundada da queima de gordura e os níveis de THC.

Esse foi um estudo já publicado e financiado pela National Cannabis Prevention and Information Centre (NCPIC) e pelo Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália.