Maconha medicinal no tratamento da Síndrome de Tourette

Pacientes de ST sofrem de uma compulsão tão forte que muitas vezes os impede de realizar taréfas básicas do dia-a-dia.

Pacientes de ST sofrem de uma compulsão tão forte que muitas vezes os impede de realizar taréfas básicas do dia-a-dia.

A Síndrome de Tourette é uma doença incomum, pouco compreendida e bastante descriminada. Apesar disso, a maconha vem se mostrando talvez a melhor alternativa para paciente de ST que buscam uma melhor qualidade de vida.

Apesar da resistência em aceitar a maconha como alternativa,  os efeitos medicinais da maconha no combate de convulsões e espasmos já são bastante conhecidos. Em vários lugares do mundo, pacientes já fazem uso da maconha para tratar esses sintomas, inclusive no Brasil. O direito ao uso medicinal da maconha é uma questão de respeito e dignidade, e por isso é de fundamental importância trabalhar em busca de um tratamento mais digno para quem precisa.

É o caso dos pacientes de Tourette, que sofrem de uma doença compulsiva, e que muitas vezes não conseguem desempenhar as funções mais simples do dia-a-dia como escovar os dentes ou se alimentar. Muitas pessoas possuem dúvidas referente esta síndrome, portanto, antes de falar sobre o tratamento com maconha, daremos uma breve explicação sobre o que é a ST.

O que a Síndrome de Tourette?

A doença foi descrita pela primeira vez em 1825, pelo médico francês Jean Itard. Mais tarde, em 1885, Gilles de la Tourette publicou um relato de nove casos da doença, que denominou maladie des tics convulsifs avec coprolalie, que significa “doença dos tiques convulsivos com coprolalia” (tendência involuntária de proferir palavras obscenas ou fazer comentários geralmente considerados socialmente depreciativos e inadequados). Posteriormente, a doença foi renomeada “doença de Gilles de la Tourette”, por Charcot, e hoje é conhecida como Síndrome de Tourette (ST).

A síndrome de Tourette afeta cerca de 1% da população, é uma síndrome de desordem neuropsiquiátrica, caracterizada por tiques, reações rápidas, movimentos repentinos (espasmos) ou vocalizações que ocorrem repetidamente, da mesma maneira, com considerável frequência. Esses tiques motores e vocais mudam constantemente de intensidade, e não existem duas pessoas no mundo que apresentem os mesmos sintomas. Podem estar associados a sintomas obsessivo-compulsivos (TOC) e ao distúrbio de atenção e hiperatividade (TDAH). A maioria das pessoas afetadas é do sexo masculino.

O início da síndrome manifesta-se, geralmente, na infância ou juventude do indivíduo, eventualmente atingindo estágios classificados como crônicos. Porém, no decorrer da vida adulta, frequentemente, os sintomas vão aos poucos se amenizando e diminuindo. Mesmo assim, até hoje ainda não foi encontrada uma cura para a Tourette. Tratamentos médicos existem para amenizar os sintomas, porém, o consenso entre os profissionais da área é o de que os tratamentos precisam ser individualizados por causa das sempre presentes reações adversas aos medicamentos.

Os tiques são fundamentais para a síndrome de Tourette e pode ser tanto motor ou vocal. Sniffing, grunhindo, piscando e dando de ombros são exemplos de tiques comuns. Os pacientes com TS descrever o desejo de realizar um tic como um sentimento de crescente tensão ou estresse, o que só pode ser aliviada pela realização do tique.

Ela ocorre freqüentemente ao lado de outros problemas comportamentais, tais como o comportamento obsessivo-compulsivo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), auto agressão, depressão, ansiedade e distúrbios do sono.

Fonte: Wikipédia

Utilizando a maconha como tratamento

Embora a síndrome de Tourette seja muitas vezes descrita pela mídia como alguém que não consegue parar de xingar e gritar pensamentos obscenos, a maioria dos pacientes com ST vivencia sintomas mais suaves. No entanto, pacientes com ST cujo sintomas são de moderado à grave, muitas vezes não encontram tratamentos farmacêuticos satisfatórios –  costumam reclamar bastante dos efeitos colaterais causados pelos medicamentos.

Porém, os médicos sabem que os produtos farmacêuticos não são a única opção para o tratamento dessa síndrome. Nos últimos 15 anos, pesquisas, estudos e evidências anedóticas, mostraram que a maconha pode ser capaz de melhorar os tiques e os problemas comportamentais associados a ST.

Apesar dos poucos estudos feitos, pudemos encontrar pelo menos dois onde a maconha é aprovada como tratamento para a ST. Os dois estudos (2002 e 2003) que foram publicados pelo alemão Dr Muller-Vahl e sua equipe de cientistas, mostraram que o THC reduziu consideravelmente os tiques. E, embora os estudos não tenham sido capazes de provar algum impacto sobre os problemas comportamentais, as evidências de relatos de casos sugerem que a maconha medicinal pode ajudar (e muito) com os sintomas associados de comportamento obsessivo-compulsivo, auto agressão, atenção e controle dos impulsos.

Um tratamento médico deve sempre buscar a melhor qualidade de vida para o paciente, e a maconha vem se mostrando o melhor medicamento para uma grande variedades de doenças, e a Síndrome de Tourete está entre elas. Os benefícios que a maconha trás são visíveis e incontestáveis.

Assista à um vídeo chocante e emocionante, de um paciente alemão que sofre de ST e faz o uso da maconha para aliviar os sintomas e poder ter uma vida normal. É impressionante a rapidez e eficiência com que a maconha age no organismo, trazendo uma visível melhora na qualidade de vida.

 

 

Como funciona?

Os cientistas ainda não descobriram os mecanismos neurológicos subjacentes que causam a ST, embora existam algumas teorias.

Uma das teorias sugere que o excesso de dopamina pode ser a causa dos tiques. Se isso for verdade, as fortes interações que existem entre o sistema endocanabinóide e liberação de dopamina pode explicar por que a maconha ajuda a reduzir os tiques.

Recomendações

Para os pacientes que forem se tratar com maconha, o ideal é conversar com um médico antes de mais nada. Também é importante compreender que apesar dos benefícios constatados pelos cientistas, não existem estudos mais aprofundados sobre o caso, muito menos um tratamento pré-estipulado e bem fundamentado.

Isso significa que no mundo inteiro, quem utiliza a maconha como tratamento para a ST, faz isso por conta própria, sem comprovação científica e na base da experimentação. Como dito anteriormente, não existem dois pacientes de ST que sofrem dos mesmos sintomas, na mesma proporção. Em casos mais suaves, os pacientes podem apenas fazer um uso leve. Já em alguns casos mais graves, o paciente não consegue sequer desempenhar as funções mais simples se não fizer o uso da maconha.

É importante que o médico e paciente busquem juntos a dosagem mais adequada àquela condição. Entretanto, seja fazendo o uso esporádico ou frequente, a melhor forma de administrar a maconha como medicina é através da vaporização.  Mas isso não significa que o uso da planta fumada não traga benefícios, inclusive porque a maioria dos pacientes que a utilizam, inclusive os pesquisados pelo Dr. Muller, fazem uso da maneira mais simples e conhecida, ascendendo o famoso baseado.

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